Ex-governador boliviano acusado de corrupção recebe refúgio no Paraguai
Ex-governador boliviano acusado de corrupção recebe refúgio no Paraguai
A Conare (Comissão Nacional de Refugiados) do Paraguai aprovou nesta terça-feira (18/01) o refúgio de Mario Cossío, ex-governador de Tarija, na Bolívia, de acordo com a rede de notícias TeleSur. Cossío, que é acusado de corrupção, fugiu de seu país em dezembro, depois de negar-se a comparecer diante de um juiz para depor.
Governador centro-direitista da principal região produtora de gás da Bolívia, Cossío juntou-se a dezena de políticos bolivianos que, nos últimos anos, buscam refúgio no exterior como estratégia para não serem julgados. Perante a Conare, porém, declarou ser perseguido politicamente.
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Há uma semana atrás, o governo paraguaio classificou o governador como um “hóspede ilustre” e concedeu o abrigo temporário no país. “O órgão [Conare] expediu um documento de duração provisória, através do qual autoriza o cidadão boliviano a residir no território paraguaio até que o caso seja resolvido”, informou um comunicado da Chancelaria do Paraguai, no dia 10 de janeiro.
Na ocasião, o presidente boliviano, Evo Morales, enviou emissários para pedir ao governo paraguaio que seja negado o asilo solicitado por Cossío, pois, segundo ele, não se trata de um perseguido político, mas sim uma pessoa acusada de corrupção em seu país. Nos últimos anos, o Peru concedeu refúgio a ex-ministros bolivianos acusados de corrupção, causando tensão entre os países.
Cossío, que integrava o grupo de três governadores opositores, foi reeleito em abril do ano passado, mas suspenso oito meses depois para ser julgado por corrupção.
Acusações
O governador foi acusado de descumprir com seus deveres quando foi prefeito de Tarija e de ter uma conduta antieconômica por não executar um boleto de garantia de 1,3 milhões de bolivianos – equivalente a 305.640 reais – de uma construtora que aparentemente descumpriu um contrato.
Com a queda de Cossío, o MAS (Movimento ao Socialismo), partido de Morales, passou a governar sete dos nove departamentos do país.
O presidente da Bolívia ainda não se pronunciou sobre a concessão de refúgio do Paraguai.
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