Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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EFE



Kaing Guek Eav, conhecido como Duch, durante a leitura da sentença, feita hoje no Camboja

O Camboja condenou a 35 anos de prisão nesta segunda-feira (26/7) o o ex-diretor de uma prisão onde 14 mil pessoas teriam sido torturadas durante o regime do Khmer Vermelho no país. Kaing Guek Eav, de 67 anos e conhecido como “Duch”, foi condenado por crimes contra a humanidade, mas cumprirá 16 anos a menos da sentença porque sua prisão, em 1999, foi considerada ilegal e porque foram descontados os 11 anos que já passou na cadeia.

Segundo o serviço de imprensa da ONU, é a primeira sentença de prisão emitida contra um antigo membro da burocracia dirigente do Khmer Vermelho, que governou o país do Sudeste Asiático entre 1975 e 1979. Organizações de direitos humanos alegam que mais de 1 milhão de pessoas teriam morrido durante o período.

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Duch dirigia o campo de prisioneiros de Tuol Sleng (conhecido como S-21), em Phnom Penh, onde dissidentes do regime e presos comuns teriam sido mantidos.

Ele admitiu ter administrado o centro e que de fato ocorreram torturas e execuções sumárias. No entanto, a defesa de Duch alegou que, como o encaminhamento e o destino dos presos eram determinados pelo partido no poder, o então diretor da prisão não teria escolha.

“Ele trabalhou incansavelmente para assegurar que a S-21 funcionasse da maneira mais eficiente possível e o fez sem questionar a lealdade a seus superiores”, disse uma declaração por escrito do tribunal.

Crianças

A lista de prisioneiros que teriam sido executados em Tuol Sleng inclui 12.272 nomes. De acordo com o jornal cambojano The Phnom Penh Post, apenas 14 pessoas teriam sobrevivido à prisão no campo S-21. Entre os executados, estariam 160 crianças.

O julgamento de Duch começou em março do ano passado e terminou em novembro, ouvindo 24 testemunhas, 22 depoentes e nove especialistas.

O tribunal internacional que julga crimes cometidos na época do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot (morto em 1998), foi estabelecido em 2003 por acordo entre a ONU e o governo do Camboja.





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Ex-chefe de prisão do Khmer Vermelho é condenado a pena de 30 anos

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