Ex-carcereiro de Ingrid Betancourt é condenado a 27 anos de prisão por tráfico de drogas
Ex-carcereiro de Ingrid Betancourt é condenado a 27 anos de prisão por tráfico de drogas
O ex-guerrilheiro colombiano Gerardo Ramírez, conhecido como César, foi condenado nesta quinta-feira (22/7) por um tribunal americano a 27 anos de prisão acusado de ajudar no transporte de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.
Ramírez foi um dos 'carcereiros' da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, que passou anos como refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). No entanto, o ex-guerrilheiro foi condenado apenas pela acusação de tráfico de drogas.
A advogada de defesa, Carmen Hernández, pediu a pena mínima de 12 anos argumentando que outros membros das Farc receberam penas menores e que Ramírez, ao se declarar culpado, “economizou muito tempo, energia e dinheiro à corte e aos EUA”.
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Em resposta, o advogado da promotoria, Pablo Quiñonez, argumentou que Ramírez comandou “centenas de pessoas” e que as Farc são “uma organização perigosa que está envolvida no tráfico de drogas em grande escala”.
O juiz considerou que Ramírez era um dos líderes guerrilheiros e supervisionou a produção e o tráfico de “toneladas e toneladas de cocaína” durante muitos anos.
O ex-guerrilheiro poderá aproveitar o tempo que já passou na prisão, quando foi detido em julho de 2008 na Colômbia, e somar com o bom comportamento para encurtar a sentença.
O juiz indicou que, uma vez cumprida a pena, Ramírez terá que cooperar com o Escritório de Imigração e Alfândegas americano em um eventual processo de deportação.
O guerrilheiro foi detido na Colômbia em 2008 durante a 'Operação Jaque', quando o Exército colombiano libertou Betancourt, um grupo de 11 policiais e militares, e três americanos.
“É uma sentença forte, embora alguns digam que não é o suficiente. Mas é severa para uma pessoa que está com 50 anos de idade, em um país estrangeiro, e que não conhece ninguém e não tem nem um centavo”, declarou Hernández à agência de notícias espanhola Efe.
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