Domingo, 17 de maio de 2026
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Ex- dirigente dos PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), grupo extremista que atuou na Itália nas décadas 60 e 70, Cesare Battisti, de 52 anos, é acusado de participação em uma série de crimes. O ex-ativista foi condenado à prisão perpétua à revelia na Itália por quatro homicídios cometidos pelo PAC entre 1977 e 1979. Ele nega as acusações. Jamais cumpriu pena no país, deixando a Itália rumo à França e depois ao Brasil.

Desde março de 2007, Battisti está preso preventivamente no Presídio da Papuda, em Brasília. O caso gerou polêmicas no Brasil e na Itália. Para especialistas, o processo de extradição envolvendo o ex-ativista está repleto de vícios jurídicos.

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Caso a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja pela concessão de asilo político, o tema seguirá ainda para o STF (Supremo Tribunal Federal). É que a Corte Suprema deve definir pela expedição de alvará de soltura. É um ato formal de execução da decisão do Presidente da República.

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A AGU (Advocacia-Geral da União), de acordo com especialistas, analisou a questão com base nos termos da Constituição brasileira, nas convenções internacionais sobre direitos humanos e do tratado de extradição entre o Brasil e a Itália.

A decisão anterior do STF (Supremo Tribunal Federal), determinando a extradição, ressalvou a prerrogativa de o presidente da República decidir sobre o tema conforme o voto do ex-ministro da Corte Eros Grau.

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Ex-ativista político na Itália, onde foi condenado à prisão perpétua, Battisti nega acusações

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