Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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O presidente boliviano, Evo Morales, iniciou nesta sexta-feira (7/5) sua visita a sede da ONU, em Washington, para apresentar as conclusões da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática e Direitos da Mãe Terra, que aconteceu em abril em Tiquipaya, próximo a Cochabamba.

Morales se reuniu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, com quem discutiu medidas que impulsionem o debate e reais atitudes depois da próxima cúpula sobre o tema , que acontecerá em Cancun, no México. O objetivo é evitar um novo fracasso como o de Copenhague.

O documento produzido ao final da conferência que aconteceu na Bolívia, além de
ratificar a responsabilidade compartilhada e diferenciada do aquecimento global, obrigando as nações ricas a assumir maiores desembolsos para enfrentar as questões,

prevê a convocação, em abril de 2011, de um referendo mundial sobre a mudança climática.

Efe



Para Evo, o sucesso da próxima cúpula climática depende também das ações da ONU

Durante a cúpula, também foi proposta a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática e Ambiental, responsável por controlar o pagamento das dívidas por contaminar o meio ambiente por parte dos principais poluidores.

O tema do clima foi até dezembro do ano passado foco dos debates entre autoridades e da organização mundial, mas após o fracasso da cúpula de Copenhague foi reduzido murmúrios e promessas. A visita do presidente boliviano pretende reativar as discussões em torno do tema.

Redução Nuclear

Paralelamente a isso, o debate e a questão nuclear ganha força com a Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), promovida pelas Nações Unidas e que teve início na quinta-feira (6/5) e se prolonga até ao próximo dia 28 de Maio.

Já no jantar de abertura, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, entrou em conflito com as autoridades norte-americanas ao pedir a suspensão dos EUA da AIEA  (Agência Internacional de Energia Atómica).

“Como podem os EUA ser membros do Conselho se este país lançou uma bomba nuclear contra o Japão e utilizou bombas de urânio empobrecido na guerra do Iraque?”, questionou Ahmadinejad.

Já em relação a ONU, o presidente iraniano disse que o Conselho de Segurança está sendo “injusto e ineficiente se mostrando ao serviço dos interesses dos estados com armamento nuclear” ao permitir uma nova análise de sanções contra o Irã como força de punição por seu programa nuclear.

Durante a visita a Ban Ki-Moon, o embaixador boliviano Pablo Solon, representante permanente do país na ONU declarou que a solução é acabar com todas as armas nucleares.

“Enquanto essas armas existem, é quase inconcebível acreditar que um dia não serão utilizadas, seja por acidente, erro de cálculo ou deliberadamente”, disse.

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Evo leva a Ban-Ki-Moon documento com conclusões da conferência sobre mudança climática

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