Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Dois dias após o norte-americano Jared Lee Loughner cometer um atentado em um centro comercial de Tucson, no Arizona, a venda de armas no estado fronteiriço aumentou 60% em comparação com o mesmo período no ano anterior, informou o site de notícias Bloomberg.

“Estamos dobrando o volume de vendas em dias normais”, disse Greg Wolff, dono de uma loja de armas no Arizona, um dos quatro estados norte-americanos que faz fronteira com o México.

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Wolff contou que novos compradores têm visitado seu estabelecimento para comprar por quase 500 dólares (o equivalente a 834 reais) uma Glock, tipo de arma usada por Loughner no tiroteio. O Arizona é o segundo estado com mais mortes por armas com um índice de 15 assassinatos para cada 100 mil habitantes, atrás apenas de Mississippi, com 18,3 para 100 mil pessoas.

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O aumento da venda de armas no Arizona é o segundo maior do ano nos Estados Unidos. Nos primeiros dias de 2011, houve uma alta de 65% nas vendas em Ohio, segundo dados do FBI (Escritório Federal de Investigação dos EUA). Outros dados da agência norte-americana indicam que a procura por armas cresceu 5% ao longo do ano passado em todo o país.

Esse tipo de reação entre os norte-americanos não é nova. Em 2007, após o massacre do Instituto Politécnico da Virgínia, em Blacksburg, no qual 33 pessoas morreram e 21 ficaram feridas, a venda de armas também aumentou. Esse é considerado o pior ataque a uma universidade da história dos EUA.


Acesso às armas



Em junho de 2010, a Suprema Corte dos EUA do país declarou que qualquer controle ou restrição à posse de armas pelos governos locais é inconstitucional. Na época, a decisão dividiu opiniões. A Associação Nacional do Rifle, por exemplo, comemorou a decisão. Já o Centro de Políticas de Violência, um dos defensores do controle de armas criticaram a sentença. Eles citaram estatísticas que mostram uma média anual de 30 mil mortes, incluídos 12 mil assassinatos por disparos de armas de fogo.

Segundo uma pesquisa Gallup publicada em 22 de novembro do ano passado, os norte-americanos querem leis menos restritivas e um melhor e mais fácil acesso às armas. Desde 1990 até 2010, a porcentagem daqueles que pediram leis mais restritivas caiu de 78% para 44%, e o número daqueles que deseja que a situação continue como está agora subiu de 17% para 42%.

Aos serem questionados se estariam a favor da criação de uma lei que proibiria a posse de armas para uso pessoal, a maioria dos norte-americanos mudou de opinião desde a década de 1990. Na época, 60% eram favoráveis a uma legislação restritiva, esse número caiu 29%.

Segundo o governo, a estimativa é de que existam em torno de 200 milhões de armas em circulação no país.

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EUA: venda de armas em Tucson cresce 60% após atentado

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