Sábado, 4 de abril de 2026
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Os Estados Unidos suspenderam hoje (12) o visto do líder do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti, com o objetivo de aumentar a pressão para a restituição de Manuel Zelaya na presidência.

Washington cancelou também outros vistos, como o do chanceler Carlos López Contreras, o da vice-chanceler Martha Alvarado e dos 15 magistrados da Suprema Corte, entre outras autoridades.

A medida também afeta um grupo de deputados e empresários, disse a parlamentar Marcia Villeda, uma colaboradora de Micheletti, em entrevista à Reuters.

“Recebemos cartas do consulado dos Estados Unidos em Honduras dizendo que, pelas situações ocorridas em 28 de junho, suspenderam os vistos. Consequentemente, já não temos nem o visto diplomático, nem o visto de turismo”, afirmou Micheletti ao receber a notícia, quando estava na cidade de San Pedro Sula, região norte do país, em declarações à emissora local HRN.

Ele informou também que as autoridades norte-americanas lhe enviaram uma carta, “não como presidente de Honduras”, mas como presidente do Parlamento, cargo que ocupava quando Manuel Zelaya foi tirado do poder por um golpe de Estado em 28 de junho.

Nesse dia aconteceria uma consulta popular convocada por Zelaya para definir se haveria ou não uma reforma constitucional. Após o golpe, o líder deposto foi levado por militares para a Costa Rica, e apesar de já ter tentado regressar ao país, foi impedido.

Micheletti não cederá

Apesar dessa decisão dos Estados Unidos, principal parceiro comercial, que há pouco mais de uma semana suspendeu a ajuda ao país caribenho, Micheletti continua afirmando que não cederá às pressões e alega que não houve um golpe, mas sim uma “sucessão constitucional”.

“Não vamos dar um passo atrás. Os hondurenhos têm dignidade. Portanto, aceito essa situação, respeito a decisão do governo norte-americano de suspender o visto”, acrescentou.

O ministro de Informação, René Zepeda, disse que é esperada a suspensão do visto de pelo menos outros mil funcionários públicos nos próximos dias.

Isolamento comercial

Diante da pressão política, da suspensão de acordos e de ajuda econômica, membros das principais organizações empresariais pedem para que “os contratos não sejam afetados por problemas de ordem política para não prejudicar o povo hondurenho”.

O presidente do Cohep (Conselho Hondurenho da Empresa Privada), Benjamín Bográn, assegurou que se as demais nações da América Central isolarem o país, não somente prejudicariam Honduras, mas também o próprio país, que optar pelo boicote comercial.

Ele  disse ao jornal local El Heraldo, que é declaradamente contrário a volta de Zelaya ao poder, que a integração regional não deve ser prejudicada. El Salvaodor, Guatemala e Costa Rica já foram procurados para tentar impedir o isolamento comercial.

EUA suspendem visto do presidente golpista de Honduras

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