Terça-feira, 5 de maio de 2026
APOIE
Menu

O chanceler russo Sergei Lavrov concedeu entrevista nesta segunda-feira (26/06) ao canal RT, na qual assegurou que o governo dos Estados Unidos sabia desde a semana passada sobre os planos do Grupos Wagner PMC e do seu líder, o empresário Yevgeny Prigozhin, de realizar uma rebelião interna – o que acabou acontecendo no último sábado (24/06).

Segundo o ministro de Relações Exteriores da Rússia, o canal de notícias norte-americano CNN chegou a difundir uma reportagem mostrando que Washington sabia sobre a preparação da rebelião dias antes dos acontecimentos, mas preferiu ocultar os dados. “Provavelmente, com a esperança de que a revolta tivesse sucesso”, acrescentou.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Citando novamente a CNN, Lavrov disse que fontes do canal ligadas à inteligência norte-americana teriam mostrado certa frustração com os acontecimentos do fim de semana. “Esperavam que a marcha do Wagner chegasse a Moscou e que houvesse enfrentamento e derramamento de sangue, o que acabou não acontecendo”, frisou.

Questionado sobre se existem indícios do envolvimento de serviços de informações ocidentais ou ucranianos na tentativa de rebelião, o chanceler indicou que a Rússia está investigando essa possibilidade, mas não tem uma posição oficial a respeito.

Mais lidas

Em entrevista à RT, Sergei Lavrov disse que meios norte-americanos revelaram informes comprovando que Washington sabia dos planos do líder do grupo paramilitar, Yevgeny Prigozhin

TASS

Segundo Lavrov, EUA tinham a esperança de que rebelião do Grupo Wagner terminaria em derramamento de sangue

Outro tema abordado por Lavrov na entrevista foi a declaração deste domingo (25/06) do presidente da França, Emmanuel Macron, na qual ele afirmou que a rebelião ocorrida em Rostov-no-Don “expôs a fragilidade do regime e do Exército da Rússia.

O chanceler russo respondeu essas opiniões dizendo que o mandatário francês “viu neste episódio uma possibilidade de reforçar as ameaças que os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) repetem como mantra, de que Ucrânia teria obtido uma vitória estratégica sobre a Rússia, mas atribuindo essa suposta vitória não só a Kiev como a todo o Ocidente”.

“Isso só reforça aquilo que o presidente (Putin) disse em seu discurso no sábado, que toda a maquinária militar, econômica e informativa do Ocidente está contra nós, e claro que a CNN, os dirigentes do regime ucraniano e políticos como Macron são parte dessa engrenagem”, enfatizou Lavrov.

Com informações de RT.