Domingo, 5 de abril de 2026
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Os Estados Unidos, novo membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, rejeitaram hoje (29) o relatório apresentado pela missão investigadora da organização sobre a ofensiva israelense contra Gaza, em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, por considerá-lo “parcial e antiisraelense”. No ataque, 1,4 mil civis palestinos morreram. Do lado israelense, foram três civis e dez soldados do país.

O relatório, que determinou que Israel e o movimento islâmico palestino Hamas cometeram crimes de guerra durante a ofensiva militar israelense em Gaza, foi apresentado hoje aos membros do CDH pelo presidente da missão de investigação, o juiz sul-africano Richard Goldstone.

O magistrado alertou que “a cultura da impunidade na região leva tempo demais existindo” e ressaltou que a mais importante das recomendações de seu relatório é que os culpados do sofrimento causado aos civis paguem por seus crimes. Goldstone explicou que seu relatório analisa 36 incidentes concretos ocorridos em Gaza, entre eles “alguns nos quais as Forças Armadas israelenses lançaram ataques diretos contra civis com consequências letais”.

“Outros incidentes que detalhamos se referem ao emprego pelas forças israelenses de escudos humanos, em violação de uma sentença anterior do Tribunal Supremo israelense que proibiu essa conduta. Esses ataques não tiveram nada a ver com o disparo de foguetes e morteiros contra Israel”, ressaltou.

A rejeição dos Estados Unidos ao relatório se produz apesar dos pedidos de diversas ONGs, entre elas Human Rights Watch, a Obama para que aceite o documento como forma de fazer avançar o processo de paz na região. 

Vídeo mostra como está Gaza hoje, sete meses após o ataque israelense:

Reação

Em discurso pouco depois do feito pelo embaixador israelense – que também rejeitou as conclusões -, o secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho dos Estados Unidos, Michael Posner, qualificou o relatório como “profundamente parcial” e “fraco” em sua metodologia. 

O embaixador da Autoridade Palestina nas Nações Unidas, Ibrahim Khraishi, chamou o relatório de profissional e neutro. “Este relatório não deve ser outro relatório só para documentar e arquivar”, afirmou. “Meu povo não vai perdoar este conselho se deixarem esses criminosos impunes.”

EUA rejeitam relatório da ONU sobre Gaza e defendem Israel

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