Domingo, 14 de junho de 2026
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O governo dos Estados Unidos enviou a todos os seus consulados e à embaixada norte-americana na China, um instrutivo que proíbe “relacionamentos românticos ou sexuais” com cidadãos chineses, medida que será imposta a todos os seus funcionários diplomáticos e também aos seus familiares e contratados com autorização dos serviços de segurança.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), a decisão foi tomada em janeiro deste ano e colocada em prática pelo embaixador Nicholas Burns, ainda durante o governo de Joe Biden (2021-2025), pouco antes de deixar o país para ser substituído.

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A matéria da AP afirma que a medida começou a ser discutida em meados do ano passado, quando membros do Congresso norte-americano teriam entrado em contato com Burns para expressar sua preocupação sobre as restrições a tais relacionamentos, considerando que elas não seriam rigorosas o suficiente.

Lembrança da Guerra Fria

A medida remonta aos tempos da Guerra Fria, quando diretrizes com conteúdo similar eram comuns em embaixadas de países considerados aliados da União Soviética.

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Instrutivo que proíbe envolvimento amoroso com cidadãos locais foi difundido em todas as sedes diplomáticas dos EUA na China

Desde o fim do bloco socialista, as embaixadas, consulados e agências dos Estados Unidos fora do território estadunidense passaram a manter regras rígidas sobre relacionamentos com cidadãos locais, mas sem uma política proibição a relacionamentos.

Segundo a AP, há casos atualmente de funcionários diplomáticos norte-americanos casados com cidadãos dos países onde trabalham.

Vale lembrar que o atual presidente norte-americano, Donald Trump, ainda não nomeou um novo embaixador do país na China. Desde a saída de Burns, o cargo vem sendo ocupado interinamente pela encarregada de negócios Anny Vu.

 

Com informações de Associated Press e RT.