EUA pressionam e diálogo em Honduras é retomado
EUA pressionam e diálogo em Honduras é retomado
A um mês das eleições convocadas pelo governo golpista de Honduras, as comissões negociadoras do presidente deposto, Manuel Zelaya, e da ditadura liderada por Roberto Micheletti retomaram hoje (29), no mesmo dia da chegada de uma delegação norte-americana, as conversas em busca de uma saída para a crise política do país.
O grupo de Zelaya anunciou no dia 23 de outubro o fim do diálogo com os negociadores da ditadura, após a recusa dos golpistas em restituir o presidente deposto.
A restituição de Zelaya ao cargo é o principal ponto do Acordo de San José, proposto pelo mediador para a crise de Honduras, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e pela comunidade internacional para acabar com a crise política que afeta o país desde o golpe, dado no dia 28 de junho.
Os representantes foram pressionados a retornar ao diálogo por uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo secretário-adjunto para América Latina, Thomas Shannon. A primeira reunião após a retomada do diálogo foi realizada na presença de Shannon, e a convite da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Rodil Rivera, negociador de Zelaya, disse à rádio hondurenha HNR que, se a proposta do governo golpista se ajustar às suas proposições, eles estarão dispostos a assiná-la imediatamente.
“Com instruções do presidente Zelaya, hoje vamos conversar com eles para conhecer a proposta e ver se efetivamente se inscreve dentro do Acordo de San José, e então decidiremos se é possível sua assinatura hoje mesmo”, disse Rivera.
Ontem, a negociadora Vilma Morales, do governo Micheletti, pediu que os legalistas retomassem o diálogo. Ela afirmou que sua equipe estava disposta a abordar o tema da restituição de Zelaya, foco do impasse, para se chegar a um acordo.
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