Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O governo dos Estados Unidos anunciou hoje (12/10) o levantamento da moratória sobre as perfurações petrolíferas em águas profundas no Golfo do México, menos de um mês após selar o poço que produziu o vazamento de petróleo da BP (British Petroleum).

“Decidi que é apropriado levantar a moratória sobre as perfurações petrolíferas no Golfo do México”, disse em entrevista coletiva o secretário do Interior, Ken Salazar, que baseou sua decisão em um relatório do responsável em regular as perfurações, Michael R. Bromwich.

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Emitida no final de maio, a moratória só expirava no próximo dia 30 de novembro e foi levantada com mais de um mês de antecedência em meio a intensas pressões da indústria e de protestos pelo dano econômico que representava para a região. A liberação está sujeita à condição de que as empresas apliquem as novas regras de segurança elaboradas nos últimos meses pelo governo dos EUA, ressaltou Salazar.

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O secretário do Interior explicou que sua decisão de impor a moratória foi subordinada à investigação Bromwich, diretor do Escritório de Regulação e Administração da Energia Marinha (Boem, na sigla em inglês), que consultou especialistas de todo o país e entregou um relatório no dia 1º de outubro. “Revisei esse relatório muitas vezes e acho que as regulações que recomenda são suficientes para garantir a segurança das perfurações”, avaliou Salazar.

Entre as regras mais rígidas está a necessidade de detalhar minuciosamente os planos de prospecção de cada uma das plataformas, com uma descrição das melhorias empreendidas para prevenir uma explosão e o plano de contingência no caso de acidentes.

As 36 plataformas que interromperam suas atividades devido à moratória e as companhias que queiram iniciar novas explorações também deverão contratar um agente independente para que avalie e descreva o desenho de seu sistema de prevenção de vazamentos, responsável pelo desastre provocado pela BP.

“Alguns dirão que elevamos muito as exigências. Podem querer que o país ignore o que viveu e volte atrás, mas essa não é uma opção”, disse Salazar, que assegurou que a experiência da crise da BP conferiu à região “recursos suficientes para enfrentar inclusive dois vazamentos simultâneos”.

Riscos

Salazar reconheceu que “sempre haverá riscos” de novos acidentes, mas considerou que o governo os reduziu “significativamente” e que é necessário recuperar “o petróleo e o gás necessários para nossas casas e carros”.

A grande incógnita que o anúncio deixou é o prazo de tempo no qual as plataformas poderão demonstrar que cumprem com as novas regulações e voltar efetivamente ao trabalho.

Tanto Salazar como Bromwich se recusaram a falar de prazos e destacaram que a escassez de inspetores para revisar os projetos e o demorado processo de apresentação das solicitações atrasarão consideravelmente o reatamento. “Acho que poderemos ter permissões de perfuração para o final do ano”, disse Bromwich, sem antecipar mais detalhes.

Segundo o relatório oficial, a moratória causou a perda temporária de oito mil a 12 mil empregos na região.

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EUA levantam moratória sobre perfurações petrolíferas no Golfo do México

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