EUA financiam instalações militares no Panamá, diz organização norte-americana
EUA financiam instalações militares no Panamá, diz organização norte-americana
Documentos obtidos pela organização norte-americana Fellowship of Reconciliation revelam que o Comando do Sul dos Estados Unidos tem investido milhões de dólares na construção de bases militares no Panamá. As informações são do site de notícias panamenho La Prensa. O Comando do Sul, organização militar ligada ao Departamento de Defesa dos EUA, utiliza aviões não tripulados para recolher informações sobre os locais onde as instalações serão construídas. Os documentos estão disponíveis no site www.usaspending.gov.
Um funcionário do governo dos EUA confirmou que o conteúdo dos documentos é verdadeiro e que se trata de desenvolver parte de uma “grande relação bilateral em matéria de segurança”. Segundo ele, essas não são bases norte-americanas, mas sim “estações aeronavais” instaladas a pedido do governo do Panamá para serem utilizadas apenas pelas forças locais de segurança. “Não será designado contingente militar dos EUA, nem nenhum outro pessoal do governo a esses lugares depois de terminada a construção”, afirmou um funcionário norte-americano entrevistado pelo La Prensa.
Os programas incluem drones, aviões não tripulados de espionagem, que operaram no ano passado a partir do Aeroporto Internacional de Tocumen, a 24 quilômetros da capital, Cidade do Panamá. Sem fazer uso de armas, a experiência foi realizada entre junho e setembro de 2010 para “testes de capacidade”.
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Foram construídas também unidades “anti-narco terrorismo” para o patrulhamento das fronteiras com a Costa Rica, com a Colômbia, e das costas no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe. O objetivo seria buscar embarcações envolvidas no tráfico de drogas.
Em novembro de 2009, diante de boatos a respeito de instalações de bases norte-americanas, o ministro panamenho de Segurança, José Raúl Mulino, declarou ser falsa a existência de acordos que impliquem, de alguma maneira, em ajuda militar aos EUA ou a qualquer outro governo estrangeiro”.
De acordo com os documentos, o Departamento de Defesa dos EUA já assinou 715 contratos ligados ao Panamá desde 1999, ano em que a presença militar norte-americana foi retirada daquele país.
A Zona do Canal foi administrada pelos Estados Unidos até 31 de dezembro de 1999, cumprindo os tratados Torrijos-Carter, assinados em 7 de setembro de 1977, que previam uma transição de controle gradual do controle da região aos panamenhos.
Para 2011, segundo a Fellowship of Reconciliation, estão previstas instalações de novas bases em Ilha Grande, Puerto Obaldía e El Porvenir. O governo alega que os projetos não foram aprovados ainda, mas caso as construções sejam mesmo realizadas, serão feitas através de empresas panamenhas.
Por outro lado, esse mesmo funcionário confirmou que o Comando do Sul investe 6 milhões de dólares na construção de prédios com o objetivo de melhorar a infraestrutra dos órgãos de segurança que combatem o tráfico de drogas, de armas, de dinheiro e de pessoas.
Em 2009, a vizinha Colômbia informou que assinaria um acordo de segurança com os EUA permitindo que o Pentágono tivesse acesso a sete bases militares em seu território para o suporte aos voos de combate a narcotraficantes e guerrilheiros envolvidos no tráfico de drogas. O acordo também aumentou o número de soldados norte-americanos na Colômbia para mais de 300, sem ultrapassar o limite de 800 homens, número previsto pelo pacto atual.
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