EUA fazem operações ilegais de guerra no Paquistão, denuncia jornalista
EUA fazem operações ilegais de guerra no Paquistão, denuncia jornalista
Os Estados Unidos estão expandindo a guerra do Afeganistão para o Paquistão usando 3 mil paramilitares do exército afegão treinados e controlados pela CIA (agência inteligência norte-americana) que estão conduzindo operações ilegais em território paquistanês para tentar enfraquecer a Al-Qaeda e o Talibã, afirma o repórter Bob Woodward em seu novo livro, Obama’s Wars (As Guerras de Obama, em tradução livre), segundo reportagem do jornal Washington Post publicada nesta quarta-feira (22/9).
O autor do livro, que será lançado na próxima segunda-feira (27/9), teve acesso a funcionários do governo e ao próprio Obama. Woodward ficou conhecido por ter sido um dos dois repórteres que desvendaram o caso Watergate, a invasão do comitê do Partido Democrata que levou à renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon (1969-1974).
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Woodward relata que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou o grupo, formado em sua maior parte por soldados afegãos, a cruzar a fronteira do Afeganistão pro Paquistão, que não está em guerra. Trata-se de uma equipe de elite com alta instrução militar, que usa o nome CTPT (Counterterrorism Pursuit Teams, ou “equipes de perseguição contraterrorista”).
Reprodução/Efe
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O objetivo é atravessar a fronteira e, no Paquistão, localizar pessoas que estariam ligadas ao Talibã e da Al-Qaeda e “combatê-las”, enfraquecendo os grupos considerados terroristas pelos EUA, segundo a revista Wired, que teve acesso a trechos do livro.
Sem mais delongas
De acordo com a reportagem publicada pelo jornal britânico Daily Telegraph sobre a denúncia de Woodward, não é novidade que os EUA cada vez mais envolvam a CIA em operações militares norte-americanas na Ásia e na África. A novidade, portanto, seria o ordem de cruzar a fronteira e agir em um país que não está em guerra.
O livro conta também que Obama rejeitou qualquer esforço para um envolvimento de longo prazo com objetivo de ajudar na reconstrução do Afeganistão. O plano de Obama, no entanto, teria sido desacreditado pelos assessores da Casa Branca.
Em dezembro, Obama anunciou o envio de mais 30 mil soldados para combater o terrorismo no Afeganistão e marcou o mês de julho de 2010 como a data do início da retirada dos EUA do país. O presidente rejeitou um pedido do Pentágono por mais 40 mil soldados, afirma Woodward, que relata encontros entre o secretário da Defesa, Robert Gates, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ao logo do segundo semestre de 2009.
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