Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O governo norte-americano iniciou uma operação que prevê o envio de assessores de inteligência a Ciudad Juárez, no norte mexicano, com o objetivo de frear a onda de violência que atinge a localidade, aponta um documento divulgado hoje (22/10).

O projeto foi revelado pelo jornal Milenio, que se baseia em um documento relativo a uma proposta de trabalho conjunto preparado pela embaixada norte-americana. “Desenvolvemos um programa piloto de apoio aos esforços do México para combater e reverter a violência que atinge Ciudad Juárez”, afirma um trecho do texto, que “deixa claro”, de acordo com a publicação, que todas as medidas já foram aprovadas com a gestão de Felipe Calderón.

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A ação é “baseada em encontros das equipes binacionais, ocorridos em Juárez e El Paso, entre janeiro e fevereiro de 2010”, com a intenção de “apoiar o plano do governo do México para Juárez através de treinamento, equipamento, intercâmbios profissionais e compartilhamento de informação em várias áreas”.

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Ainda segundo o informe, tal proposta já estava prevista na Iniciativa Mérida, firmada há cerca de três anos, que apontaria o consentimento do governo mexicano para que, em coordenação com uma equipe de agentes da Agência Antidrogas dos EUA (DEA), de El Paso, pelo menos um oficial da nação de Barack Obama resida e treine as forças federais locais.

“O objetivo é fortalecer a capacidade da inteligência do governo mexicano e estabelecer laços entre as agências de México e Estados Unidos para maximizar a informação em tempo real e direcionar as operações estratégicas e táticas”, continua o documento.

Os enviados de Washington deverão ainda ajudar a Secretaria Pública de Juárez. Segundo o jornal, também estaria previsto o financiamento da compra de um avião de reconhecimento para a Polícia Federal mexicana, também incluso no Plano Mérida – que tem investimentos de US$ 1,4 bilhão destinados ao combate aos carteis de drogas.

Até então, sabia-se que o México estava reticente em aceitar assessores estrangeiros. Uma atividade semelhante é desenvolvida na Colômbia e não é bem visto por alguns países da América Latina, como Venezuela, Equador e Bolívia.

 

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EUA enviarão agentes de inteligência para treinar autoridades de Ciudad Juárez‏

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