EUA e Rússia realizam maior troca de espiões desde a Guerra Fria
EUA e Rússia realizam maior troca de espiões desde a Guerra Fria
Dez russos suspeitos de serem espiões nos Estados Unidos se declararam culpados em um tribunal em Nova York e foram imediatamente deportados para a Rússia, como parte de um acordo em que autoridades norte-americanas conseguiram de Moscou o compromisso de libertar quatro prisioneiros acusados de espionagem para o Ocidente. A negociação está sendo considerada a maior troca de espiões desde o fim da Guerra Fria (1945-1989).
Segundo o jornal norte-americano The New York Times, ao aceitarem a acusação de “conspirar para atuar como agente estrangeiro não-registrado”, os réus foram condenados e rapidamente retirados do país. O acordo trouxe um fim abrupto para a acusação dos dez russos, acusados de fazer parte de uma célula de espionagem russa que teria passado anos nos EUA sob identidades falsas e tentado penetrar em círculos da política norte-americana.
Já de acordo com o Washington Post, a Rússia concordou em libertar quatro prisioneiros mantidos no país por terem “mantido contato com agências de inteligência ocidentais”. Os quatro não foram identificados, mas notícias publicadas em Moscou na véspera indicavam que o governo russo planejava soltar Igor Sutiaguin, renomado cientista russo preso há 11 anos, acusado de espionagem.
Um 11º suspeito é considerado foragido, pois estava no Chipre, onde foi solto sob fiança e fugiu.
A agência de notícias Associated Press noticiou que a troca acarreta consequências significativas para os esforços entre Washington e Moscou para melhorar as relações entre as duas potências, abaladas por um clima de suspeita mútua.
Nostalgia
O acordo de troca de presos evoca a época da Guerra Fria, quando as superpotências espionavam uma à outra em busca de segredos de Estdo.
O ex-preso russo Vladímir Bukóvski, libertado em uma dessas trocas em 1976, expressou surpresa hoje. Para ele, a troca de presos deveria ser “coisa do passado”.
“É um pouco triste ver que tudo no mundo parece acabar como um burro cego andando em círculos”, disse o antigo dissidente soviético, hoje com 67 anos, à Associated Press em Londres.
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