EUA e governos latino-americanos condenam distúrbios no Equador e mantêm apoio a Correa
EUA e governos latino-americanos condenam distúrbios no Equador e mantêm apoio a Correa
Governos dos países do continente americano declararam apoio incondicional ao presidente do Equador, Rafael Correa, após os distúrbios desta quinta-feira (30/9) que levantaram especulações de golpe de Estado no país andino, até agora não confirmadas.
Em Washington, o governo dos Estados Unidos condenaram os atos violentos cometidos nos protestos de policiais contra a aprovação da nova lei de funcionalismo público, que extinguiu benefícios e alterou o plano de carreira da categoria.
“Os EUA deploram a violência e a criminalidade e manifestam o nosso total apoio ao presidente Rafael Correa e às instituições de governo democrático no país”, disse nota divulgada pelo Departamento de Estado.
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Embora a secretária de Estado, Hillary Clinton, não tenha se manifestado pessoalmente, a declaração contundente de apoio a Correa por parte dos EUA reduziu especulações de que a revolta seria um golpe apoiado pela CIA, levantadas por alguns setores legalistas no início do dia.
“Pedimos a todos os equatorianos que se unam e trabalhem dentro do marco das instituições democráticas do Equador, para chegar a uma recuperação rápida e pacífica da ordem”, continuou a nota.
Latinos
O Peru e a Colômbia, únicos vizinhos do Equador, fecharam suas fronteiras com o país, em solidariedade, para que nenhum governo inconstitucional receba apoio ou reconhecimento.
Em entrevista por telefone ao jornal oficial El Ciudadano, o próprio Correa listou manifestações de apoio que recebeu por parte de governos do continente.
“Vemos recebendo muitíssimos apoios internacionais e continuam chegando, por exemplo, do presidente chileno, Sebastián Piñera, do peruano Alán García, do venezuelano Hugo Chávez, e de José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA”, disse o presidente do Equador.
Em Cuba, o ex-presidente Fidel Castro condenou o que chamou de “golpe de estado no Equador”, em artigo publicado pela imprensa cubana. O ministro de Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodríguez, criticou as declarações do ex-presidente equatoriano Lucio Gutiérrez, que, para ele, ilustram as “intenções golpistas” por trás do protesto dos policiais.
Ironia
Até o governo de Honduras, eleito depois de um golpe de Estado em 2009, se juntou à condenação internacional. Em comunicado, a chancelaria hondurenha manifestou “apoio irrestrito à institucionalidade democrática da República do Equador” e defendeu a “normalização imediata” no país sul-americano.
“O governo da República [hondurenha] manifesta sua condenação a qualquer ação que violente a ordem constitucional na irmã nação sul-americana”, disse a nota.
Ironicamente, o atual governo hondurenho não é reconhecido pelo próprio Equador, por ter sido eleito sob a ditadura de Roberto Micheletti, que tomou o poder à força logo depois da derrubada do presidente Manuel Zelaya.
*Com agências e TeleSur.
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