Terça-feira, 19 de maio de 2026
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O afegão Awal Gul, de 48 anos, detido na prisão norte-americana de Guantánamo desde outubro de 2002, morreu nesta quarta-feira (02/02) após fazer uma sessão de exercícios em um aparelho de ginástica, de acordo com um comunicado do Pentágono. A morte aconteceu “aparentemente por causas naturais”, afirma o documento, emitido nesta quinta-feira (03/02).

“Os próprios detidos o transportaram até o posto da guarda e a equipe médica foi avisada em seguida”, acrescentou o informe. “Após intensos esforços de reanimação, foi declarado o falecimento”. No texto, consta também que ele utilizava um treinador elíptico, aparelho que simula uma subida de escada ou uma corrida.

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A autópsia feita por médicos norte-americanos indica que Gul pode ter sofrido um ataque cardíaco ou uma embolia pulmonar. Os preparativos para repatriar seu corpo já começaram.

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Segundo os EUA, Gul, que nunca foi julgado, era um líder talibã responsável pelo recrutamento de combatentes e estava à frente de uma base militar em Jalalabad. Ali, ele teria se juntado ao Hezb-e-Islami, segundo movimento insurgente no Afeganistão depois dos Talibãs, e deu refúgio a membros da Al-Qaeda. “Também admitiu ter conhecido Osama Bin Laden e ter prestado serviços a ele em várias ocasiões”, disse o Pentágono.

Na prisão norte-americana de Guantánamo há 172 prisioneiros de mais de 30 nacionalidades acusados de terrorismo. A manutenção do local não encontra amparo em nenhuma convenção internacional e, portanto, não há como fiscalizar o que acontece em seu interior. Os presos muitas vezes não têm o direito de consultar advogados, receber visitas e há inúmeras denúncias de tortura. Os EUA também não permitem que a ONU (Organização das Nações Unidas) inspecione as condições da base e do tratamento recebido pelos detidos.

Desde 2002, quando foi criada, cerca de 800 homens já passaram por ali. Segundo números oficiais, Gul é o sétimo preso a morrer naquela prisão.

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EUA dizem que preso de Guantánamo morreu após fazer ginástica

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