Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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A diplomacia dos Estados Unidos considerava “intratável” o ex-ministro
das Relações Exteriores do Uruguai Reinaldo Gargano, que ocupou o cargo
entre 2005 e 2008, no governo de Tabaré Vázquez.

De acordo com
documentos divulgados pelo site Wikileaks, o governo dos Estados Unidos
qualificou o ex-chanceler de “antinorte-americano”.

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Segundo o
jornal uruguaio El País, que teve acesso aos documentos, a embaixada dos EUA em
Montevidéu afirmava em seus comunicados que Gargano era “ideologicamente
teimoso e um forte defensor de estreitar os laços com Cuba”.

A
embaixada ainda classificava o ex-ministro como “um dos elementos mais
radicais da coalizão” governista Frente Ampla, e se mostrou
“entusiasmada de libertar-se do intratável Gargano [Tabaré Vázquez o
substituiu em março de 2008], que consistentemente buscou minar as
relações com os Estados Unidos”.

Um dos pontos que mais
incomodava os Estados Unidos era o vínculo entre Gargano e Cuba. Os
informes destacam, por exemplo, que o então chefe da diplomacia uruguaia
“teve que admitir publicamente que Cuba não é uma democracia, depois de
ter sido criticado por sugerir que o país deveria ser admitido no
Mercosul, em maio de 2005”.

Na quinta-feira, o El País publicou
que os EUA suspeitaram que o Uruguai, junto com Irã e Venezuela,
participava de uma operação clandestina de armazenamento de armas, na
qual estaria envolvido o então secretário da Presidência e atual
vice-ministro do Interior, Jorge Vázquez, irmão do ex-presidente Tabaré
Vázquez.

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EUA considerava ex-chanceler uruguaio 'intratável', revela Wikileaks

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