EUA congelam bens de presidente da Costa do Marfim
EUA congelam bens de presidente da Costa do Marfim
Os Estados Unidos congelaram os bens do Costa do Marfim da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, como pressão para que ele aceite deixar o poder. Para Washington, o estadista africano “ameaça a paz e o processo de reconciliação” no país.
O Departamento do Tesouro disse que Gbagbo “continua demonstrando um obstinado desprezo pela vontade e o bem-estar dos marfinenses”, disse o diretor do Gabinete de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC, em inglês), Adam Szubin.
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“A sanção desta quinta-feira isolará ele e seu círculo do sistema financeiro mundial, e ressalta o desejo da comunidade internacional de que abandone o poder” e o entregue a Alassane Ouattara, considerado pelas potências ocidentais como o presidente eleito.
O governo dos Estados Unidos tomou esta decisão baseado em uma ordem executiva que permite impor sanções financeiras a pessoas que representam “ameaça à paz e ao processo de reconciliação nacional na Costa do Marfim ou que atuem ou declarem agir em nome dessas pessoas direta ou indiretamente”. Em 9 de dezembro, os EUA já tinham advertido Gbagbo de possíveis sanções “caso tomasse a decisão equivocada” e não deixasse o poder.
Resultados questionados
A medida do Tesouro inclui sanções contra os assessores e membros do círculo interno de Gbagbo: Desire Tagro (chefe de gabinete), Pascal Affi N'Guessan (líder do partido governista) e Alcide Djedje (chanceler). Também atinge a esposa do presidente, Simone Gbagbo, além de outras pessoas próximas. As sanções congelam os bens das pessoas designadas e os norte-americanos, incluindo as empresas, não podem fazer transações com elas.
O governo dos EUA disse que a recusa de Gbagbo em aceitar os resultados das eleições de 28 de novembro – que, segundo uma “comissão eleitoral independente” foi vencida por Ouattara – gerou uma crise na Costa do Marfim, apesar de o presidente ter realizado eleições livres, justas e transparentes. Os supostos resultados receberam o apoio do Conselho de Segurança da ONU, da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS) e da União Europeia (UE), entre outras entidades que representam as potências ocidentais.
O Departamento do Tesouro dos EUA alega que esse compromisso foi reafirmado em 2007 no acordo de Ouagadougou e que a recusa de Gbagbo a reconhecer os resultados eleitorais e a ceder sua autoridade a seu sucessor “prejudica a aplicação destes acordos políticos e ameaça a paz e o processo de reconciliação na Costa do Marfim”.
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