Domingo, 17 de maio de 2026
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Os Estados Unidos congelaram os bens do Costa do Marfim da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, como pressão para que ele aceite deixar o poder. Para Washington, o estadista africano “ameaça a paz e o processo de reconciliação” no país.

O Departamento do Tesouro disse que Gbagbo “continua demonstrando um obstinado desprezo pela vontade e o bem-estar dos marfinenses”, disse o diretor do Gabinete de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC, em inglês), Adam Szubin.

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“A sanção desta quinta-feira isolará ele e seu círculo do sistema financeiro mundial, e ressalta o desejo da comunidade internacional de que abandone o poder” e o entregue a Alassane Ouattara, considerado pelas potências ocidentais como o presidente eleito.

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O governo dos Estados Unidos tomou esta decisão baseado em uma ordem executiva que permite impor sanções financeiras a pessoas que representam “ameaça à paz e ao processo de reconciliação nacional na Costa do Marfim ou que atuem ou declarem agir em nome dessas pessoas direta ou indiretamente”. Em 9 de dezembro, os EUA já tinham advertido Gbagbo de possíveis sanções “caso tomasse a decisão equivocada” e não deixasse o poder.

Resultados questionados

A medida do Tesouro inclui sanções contra os assessores e membros do círculo interno de Gbagbo: Desire Tagro (chefe de gabinete), Pascal Affi N'Guessan (líder do partido governista) e Alcide Djedje (chanceler). Também atinge a esposa do presidente, Simone Gbagbo, além de outras pessoas próximas. As sanções congelam os bens das pessoas designadas e os norte-americanos, incluindo as empresas, não podem fazer transações com elas.

O governo dos EUA disse que a recusa de Gbagbo em aceitar os resultados das eleições de 28 de novembro – que, segundo uma “comissão eleitoral independente” foi vencida por Ouattara – gerou uma crise na Costa do Marfim, apesar de o presidente ter realizado eleições livres, justas e transparentes. Os supostos resultados receberam o apoio do Conselho de Segurança da ONU, da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS) e da União Europeia (UE), entre outras entidades que representam as potências ocidentais.

O Departamento do Tesouro dos EUA alega que esse compromisso foi reafirmado em 2007 no acordo de Ouagadougou e que a recusa de Gbagbo a reconhecer os resultados eleitorais e a ceder sua autoridade a seu sucessor “prejudica a aplicação destes acordos políticos e ameaça a paz e o processo de reconciliação na Costa do Marfim”.





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EUA congelam bens de presidente da Costa do Marfim

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