Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, avisou neste sábado (5/6) que os Estados Unidos continuarão vendendo armas a Taiwan apesar da oposição da China. Ele disse também que o ataque “provocador” norte-coreano ao navio da Coreia do Sul é diferente do ataque israelense a frota de navios que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza

Em seu discurso na conferência asiática de segurança, realizado em Cingapura, o chefe do Pentágono disse que a decisão da China de suspender a relação com os EUA no âmbito militar pode repercutir negativamente na estabilidade da Ásia, por isso pediu a Pequim que a restabeleça.

“Deve ficar claro a todos agora, passados mais de 30 anos desde a normalização das relações, que estas interrupções que afetam nossa relação militar com a China não vão mudar a política dos Estados Unidos para Taiwan”, disse Gates.

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Pequim suspendeu os contatos militares com os EUA depois que o presidente Barack Obama notificou o Congresso em janeiro do plano de vender a Taiwan armamentos no valor de 6,4 bilhões de dólares.

Wikimedia Commons



Gates durante a conferência asiática de segurança em Cingapura

Gates, que sustentou que a decisão da China “tem pouco sentido por uma série de razões”, lembrou que há anos Washington insiste em não respaldar a independência de Taiwan, considerada uma província rebelde por Pequim.

Realações entre Pyongyang e Seul

Em relação a Coreia do Norte, Gates pediu às nações da Ásia que encararem a ameaça à segurança que este país representa com seu programa de armas nucleares e a atitude belicosa demonstrada por causa do afundamento da embarcação sul-coreana “Choenan”, atingida no dia 26 de março por um torpedo, causando a morte de 46 marinheiros.

Em resposta a um discurso da delegação chinesa, Gates qualificou de diferentes entre o ataque levado a cabo na segunda-feira passada por Israel contra a frota que se dirigia a Gaza com ajuda humanitária e o da Coreia do Norte em março contra o navio sul-coreano que patrulhava a fronteira marítima.

O general chinês Zhu Chenghu sugeriu que a política de Washington é de dois pesos e duas medidas, dado que critica a Coreia do Norte pelo ataque à embarcação sul-coreana no Mar Amarelo e não faz o mesmo no caso do assalto de Israel à frota no Mar Mediterrâneo.

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EUA avisa China que seguirá vendendo armas a Taiwan

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