Sábado, 2 de maio de 2026
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O Senado e a Câmera de Representantes dos Estados Unidos chegaram a um acordo nesta sexta-feira (25/6) sobre a reforma do sistema financeiro, que deve ser a maior do país nos últimos 70 anos.

Após reunião de mais de 20 horas ininterruptas, integrantes dos duas Casas legislativas concordaram em reescrever as regras e criar uma nova versão do documento baseada nas propostas aprovadas em cada uma delas.


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Entre os pontos acordados a nova regulação está a reestruturação de Wall Street e a transparência nas operações bancárias para evitar crises financeiras como a que aconteceu em 2008. Além disso, estão previstas pelo projeto novas medidas de proteção ao consumidor e limites para a atuação do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

Outro ponto importante é a criação de um conselho supervisor de dez membros que vigiarão os principais problemas em todo o sistema financeiro. Entre as atribuições do conselho está liquidar companhias bancárias que tenham crescido demais e que de alguma forma ameacem desestabilizar o sistema norte-americano.

Esta é a segunda iniciativa do governo considerada “emblemática” pela imprensa local, que vê na nova reforma financeira, assim como na reforma já aprovada no sistema de saúde, evidências de uma nova gestão.

Entretanto, a medida ainda tem que obter aprovação final de ambas as câmaras do Congresso antes que o presidente Barack Obama sancione o projeto como lei.

A tramitação abrirá espaço para que empreas operadoras de Wall Street tentem barrar mudanças que representem uma diminuição importante de suas atividades.
A Casa Branca, por sua vez, pressiona para que as duas Câmaras aprovem o texto na próxima semana, pois Obama pretende assinar a lei antes do dia 4 de julho, data nacional dos Estados Unidos.

Obama,  que viajou nesta tarde para o Canadá para participar das cúpulas do G8 (grupo dos países ricos mais a Rússia) e do G20 (grupo dos principais países ricos e emergentes), elogiou o acordo preliminar e assegurou que “um setor financeiro firme e robusto é capaz de trazer o crescimento e a prosperidade econômica”. 

“Todos vimos o que acontece quando não há uma supervisão adequada e pouca transparência em Wall Street. As reformas farão com que Wall Street tenha que responder por seus atos, de modo que possamos impedir outra crise financeira como a que vivemos”, disse.

De acordo com o presidente, o acordo abrange “90%” das propostas que sugeriu ao Congresso, há um ano.

 


Discórdias

Apesar de preliminarmente  aprovado por 20 votos a favor contra 11 na Câmara e 7 contra 5 no Senado, o acordo ainda causa polêmicas.

Após as negociações, a oposição republicana classificou a lei como “excessiva”, já que, na visão do partido, sua abrangência é maior do que a necessária e trata de regular aspectos que não tiveram nenhum papel na formação da crise.

Um dos pontos de discórdia, por exemplo, foi a inclusão da  provisão Volcker, proposta pelo ex-presidente do Federal Reserve Paul Volcker. Inicialmente ela buscava impedir os bancos de fazerem apostas arriscadas com seus fundos. Ela, no entanto, foi modificada diante da desaprovação dos republicanos.

Para obter os 60 votos mínimos no Senado, os democratas concordaram em limitar a aplicação em fundos de alto risco en 3% do capital.

*Com agências

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EUA aprovam maior reforma financeira dos últimos 70 anos

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