Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou nesta terça-feira (28/10) que as Forças Armadas norte-americanas destruíram mais quatro embarcações levando à morte de 14 pessoas.

De acordo com Hegseth, apenas um sobrevivente foi resgatado. O ataque ocorreu na madrugada desta segunda-feira (27) e é 11° ataque de Washington às embarcações na região. Até agora, o total de vítimas fatais chega a 57 pessoas.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Em postagem no X, Hegseth alegou, sem apresentar provas, que os alvos eram “narcoterroristas” que estariam “transitando por rotas conhecidas do narcotráfico e transportando entorpecentes”. Segundo ele, as autoridades mexicanas ficaram encarregadas do resgate do sobrevivente.

“Esses narcoterroristas mataram mais americanos do que a Al-Qaeda e serão tratados da mesma forma. Vamos rastreá-los, vamos colocá-los em rede e, em seguida, vamos caçá-los e matá-los”, afirma a postagem do secretário de Defesa norte-americano.

Mais lidas

Neste final de semana, Washington enviou mais um navio de guerra à região e o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, com 333 metros de comprimento, deve chegar na próxima semana.

EUA anunciam novo ataque contra embarcação no Pacífico, matando 14 pessoas
Reprodução / @SecWar

As operações militares dos EUA em curso na região foram criticadas pelo senador republicano Rand Paul. “O fentanil não é produzido na Venezuela, nem um pouco, nada está sendo produzido na Venezuela”, disse ao Piers Morgan Uncensored. “São barcos de popa que, para chegar a Miami, teriam que parar e reabastecer 20 vezes” tendo como possível destino Trinidad e Tobago, na região costeira.

No começo do mês, o Senado norte-americano rejeitou uma resolução bipartidária que buscava restringir os poderes de guerra da Casa Branca e impedir os ataques contra o país caribenho.

Venezuela

O governo Maduro vem denunciando o que classifica de “ameaça direta à soberania regional” perpetrada pelos Estados Unidos. Neste domingo (26/10), Caracas relatou, após prender um grupo de mercenários, que eles teriam como objetivo cometer um ataque de bandeira falsa ao navio USS Gravely, atracado em Trinidad e Tobago, em conluio com a CIA.

“Em nosso território está sendo desmantelada uma célula criminosa financiada pela CIA [Agência Central de Inteligência], vinculada a esta operação encoberta”, declarou o chanceler Yván Gil. Ele comunicou ao arquipélago sobre a suposta ação.

Na última sexta-feira (24/10) o presidente venezuelano Nicolás Maduro confirmou a criação de brigadas internacionais para defender a “independência, soberania e paz” nacionais em caso de agressão ou intervenção por parte dos Estados Unidos. Na segunda, milhares de cidadãos inundaram as ruas de vários municípios do país em protesto contra a movimentação militar de Washington na região.