Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições em Honduras, mesmo se não ocorrer a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, garantiu o senador republicano Jim DeMint. A informação foi dada ontem (5), pouco antes do ditador Roberto Micheletti anunciar que nenhum representante de Zelaya e o próprio participarão do governo de unidade nacional.

“A secretária (de Estado) Clinton e o subsecretário (para América Latina) Thomas Shannon me garantiram que os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições hondurenhas, com ou sem Manuel Zelaya na presidência”, assinalou DeMint.

Este reconhecimento ocorrerá, do mesmo modo, se “a votação para restituir Zelaya (no Congresso) acontecer antes ou depois de 29 de novembro”, data da eleição em Honduras, disse DeMint, senador pela Carolina do Sul.

Com este compromiso, DeMint promete suspender suas objeções à nomeação de Arturo Valenzuela como subsecretário para América Latina, e a de Thomas Shannon para embaixador no Brasil. Ele vetou em julho passado as duas nomeações, realizadas pelo presidente Barack Obama.

“Finalmente, o governo Obama corrigiu sua política equivocada em relação a Honduras”, disse o senador.

“Acredito que a secretária Clinton e que o senhor Shannon manterão sua palavra, mas isto é o princípio do processo, e não o final. Vigiarei atentamente as eleições e continuarei acompanhando estreitamente as futuras ações do nosso governo em relação a Honduras e à América Latina”.

Graças a este “compromisso”, o governo que assumir o poder em Honduras em janeiro “poderá contar com o pleno apoio dos Estados Unidos e, espero, de toda a comunidade internacional”.

EUA aceitarão eleição em Honduras mesmo sem Zelaya, diz senador

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