Estados Unidos não podem ser culpados por todos os problemas do mundo, diz Obama
Estados Unidos não podem ser culpados por todos os problemas do mundo, diz Obama
Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente norte-americano, Barack Obama, instou as nações a buscarem uma “nova era de comprometimento” e prometeu trabalhar junto com os outros países enquanto defende os interesses dos Estados Unidos. O presidente também tocou em temas como a proliferação de armas nucleares e o fim dos assentamentos israelenses em território palestino.
Justin Lane/EFE

“Chegou o momento de o mundo seguir uma nova direção. Devemos adotar uma nova era de comprometimento baseada no interesse e no respeito mútuo”, disse Obama em seu primeiro discurso na Assembleia Geral.
Segundo Obama, o sentimento antiamericano foi usado muitas vezes no passado por outros países como desculpa para não agir. O presidente disse que aqueles que criticaram os Estados Unidos por agir sozinhos no passado não podem agora ficar parados e esperar que o país resolva os problemas do mundo sozinho. “Nada é mais fácil do que culpar os outros pelos nossos problemas e nos absolver de nossas responsabilidades”, afirmou.
Obama listou o que considera os quatro pilares que englobam os principais desafios enfrentados pelo mundo hoje: o fim da proliferação de armas nucleares; paz e segurança; preservação do planeta e combate às mudanças climáticas; e uma economia global em que haja oportunidades para todos.
Armas
Obama falou sobre a proliferação das armas nucleares na Coréia do Norte e no Irã. “Respeitamos os direitos do Irã. Estou comprometido com a diplomacia, se o Irã se comprometer com armas em troca da estabilidade regional, devem ser responsabilizados”, disse Obama. “Mas se os governos do Irã e da Coreia do Norte… assumirem os riscos da corrida pelas armas nucleares tanto na Ásia como no Oriente Médio – então eles devem ser impedidos”, acrescentou.
Na próxima quinta feira ele deve liderar uma reunião no Conselho de Segurança da ONU e tecnologia nuclear deve ser um dos principais assuntos a ser debatido.
Israel
Obama disse hoje que seu país não reconhece a legitimidade dos assentamentos israelenses, mas que ao mesmo tempo, os palestinos devem “colocar fim à incitação contra Israel”.
“Chegou o momento de relançar as negociações, sem condições prévias, sobre os assuntos do status final: a segurança para israelenses e palestinos, as fronteiras, os refugiados e Jerusalém”, afirmou o presidente.
Economia
Por último, ele abordou a crise econômica e pediu para que os países em desenvolvimento combatam a corrução. Obama disse que o crescimento econômico só será sustentado e compartilhado se todos os países assumirem suas responsabilidades.
“Os países ricos devem abrir seus mercados a mais produtos e estender a mão aos que têm menos, enquanto reformam as instituições internacionais, para dar mais voz a mais países”, disse. Além disso, os países em desenvolvimento “devem eliminar a corrupção, que é um obstáculo para o progresso”, acrescentou.
“Os Estados Unidos ainda estão lutando para se recompor. Vemos sinais positivos, mas ainda existem muitas incertezas pela frente”. “Na reunião do G20, lutaremos por uma recuperação sustentável. Colocaremos fim à ganância que nos colocou nesta crise”.
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