Estados Unidos e Rússia definem tratado de desarmamento nuclear
Estados Unidos e Rússia definem tratado de desarmamento nuclear
Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo para a redução de seus arsenais nucleares para substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), assinado em 1991 e que expirou em dezembro. A aprovação, porém, ainda depende do Congresso dos EUA.
O novo tratado, que será assinado no dia 8 de abril em Praga, contempla a redução de aproximadamente 30% das ogivas nucleares das duas partes, que ficarão limitadas a 1.550 por país. Acredita-se que os EUA tenham mais de dois mil mísseis nucleares, enquanto a Rússia teria mais de 2,5 mil, segundo a BBC.
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O presidente falou com a imprensa acompanhado da secretária de Estado, Hillary Clinton; do secretário de Defesa, Robert Gates, e do chefe das Forças Armadas, o almirante Mike Mullen.
O acordo foi selado após uma conversa telefônica entre o presidente norte-americano, Barack Obama, e o russo Dmitri Medvedev, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times.
“Precisamos de paciência, dependemos da nossa perseverança,” afirmou Obama, ao se referir às diversas reuniões promovidas com Moscou. “Mas nunca desistimos.”
Ao anunciar o acordo, Obama afirmou que “as armas nucleares representam tanto os dias mais negros da Guerra Fria quanto as mais perturbadoras ameaças de nosso tempo” e que com a decisão, “os EUA e a Rússia, as duas maiores potências nucleares no mundo, também emitem um claro sinal de que pretendem liderar o fim da disseminação nessas armas”, disse, segundo o NYT.
“Hoje, demos um novo passo adiante para deixar para trás o legado do século 20 e construir um futuro mais seguro para nossos filhos.”
Em Moscou, Medvedev saudou o acordo, apontando que este reflete o “equilíbrio dos interesses dos dois países”, segundo o Kremlin, citado pela Reuters.
Dificuldades no Congresso
O tratado agora precisa ser aprovado pelo Congresso, tarefa que não deve ser tão simples para Obama, segundo o articulista Matt Spetalnick, do site norte-americano Common Dreams. “A ratificação do tratado em um momento de rancor do lado republicano pela aprovação da reforma do sistema de saúde nos EUA pode ser um obstáculo significativo”, escreveu, lembrando que congressistas republicanos já anunciaram que farão forte oposição a novas medidas apresentadas pelo presidente.
No entanto, assinala Spetalnick, é indiscutível o impacto positivo da assinatura do tratado na política externa da administração Obama. “O novo pacto poderia fortalecer Obama politicamente, significando um sucesso na política externa e enaltecendo a vitória dessa semana, com a aprovação da reforma da saúde.”
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que confia na ratificação do tratado no Congresso e que espera o apoio dos dois partidos sobre o tema. “Os assuntos de segurança nacional sempre tiveram votos dos dois partidos. Estamos certos de que conseguiremos ratificá-lo”, afirmou.
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