Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, anunciou hoje (21/7) em Seul novas sanções contra a Coreia do Norte, em resposta ao afundamento em março da corveta sul-coreana Cheonan. Uma investigação apontou a responsabilidade de Pyongyang, que sempre negou a autoria do ataque.

Em entrevista coletiva, Hillary assinalou que Washington estuda congelar os bens de bancos e dos indivíduos norte-coreanos que realizem atividades vinculadas com a proliferação nuclear e afirmou que as sanções serão dirigidas à cúpula dirigente norte-coreana e não à população.

Hillary e o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, viajaram para Seul para reafirmar a aliança de seu país com Coreia do Sul, por ocasião do 60º aniversário da Guerra da Coreia, e reunir-se com seus colegas sul-coreanos, Yu Myung-hwan e Kim Tae-young.

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Em comunicado, os quatro ministros alertaram a Pyongyang contra as ações de provocação, instaram ao regime de Kim Jong-il a colocar fim “a todos seus programas nucleares” e exigiram que estes assumam a responsabilidade do naufrágio do “Cheonan”.

Segundo Hillary, o assessor dos EUA para a não-proliferação nuclear viajará a região para abrir consultas com a Coreia do Sul e outros aliados sobre a aplicação das sanções que, insistiu, terão como objetivo “desestabilizar” as políticas do regime comunista.

Histórico

As duas Coreias vivem um período de especial tensão após o afundamento da corveta sul-coreana Cheonan por causa, segundo uma investigação internacional, de um torpedo norte-coreano, embora Pyongyang o nega.

A corveta sul-coreana afundou em 26 de março perto da fronteira com a Coreia do Norte e há uma semana o Conselho de Segurança da ONU condenou o ataque, embora sem culpar diretamente a Coreia do Norte.

Na entrevista coletiva, Hillary disse que, antes de retomar as negociações de seis lados para a desnuclearização da Coreia do Norte, é preciso que o regime comunista assuma a responsabilidade no caso do Cheonan e demonstre vontade de desmantelar seu programa atômico. Essas conversas, nas quais participam as duas Coreias, EUA, China, Rússia e Japão, estão paralisadas desde o fim de 2008 e recentemente Pyongyang manifestou seu desejo de retomar o diálogo.

As duas Coreias se encontram em uma situação de guerra técnica já que seu conflito bélico concluiu com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz, depois da explosão da guerra de 25 de junho de 1950, quando o Exército norte-coreano invadiu o Sul.A guerra deixou mais de três milhões de mortos e desaparecidos, assim como a divisão da nação coreana.

Além de 650 mil soldados sul-coreanos, 28,5 mil soldados americanos estão na península coreana como poder dissuasório diante de um eventual ataque do regime comunista da Coreia do Norte.

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Estados Unidos anunciam novas sanções contra Coreia do Norte

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