Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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A crise no Peru desta quarta-feira (07/12), após a tentativa de Pedro Castillo de fechar o Congresso e instaurar um Estado de exceção, resultou no seu impeachment, prisão e posse da vice Dina Boluarte. O episódio repercutiu entre personalidades políticas, como o presidente da Bolívia, Luis Arce, Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales.

Para Morales, que em 2019 sofreu um golpe de Estado, há um desafio aos “povos livres” de realizar uma “profunda reflexão” acerca dos acontecimentos desta semana, já que ele incluiu, além do impeachment de Castillo, a condenação da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, como “golpes” perpetrados pela “guerra híbrida da direita internacional”. 

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“Como advertimos, a guerra híbrida da direita internacional perpetrou dois golpes contra governos do povo nas últimas 48 horas. Começaram com um golpe judicial contra a irmã Cristina Kirchner e continuaram com o afastamento congressual contra o irmão Pedro Castillo”, disse.

O ex-presidente da Bolívia afirmou que a esquerda latino-americana deve se manter “unida” e “nunca se render”, já que, segundo ele, os “direitistas inimigos do povo não aceitam governos anti-imperialistas”. 

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Já o atual mandatário boliviano, Arce, declarou que, desde o começo da gestão Castillo, a direita “tentou derrubar um governo democraticamente eleito”. Ele lamentou o ocorrido, enviando solidariedade ao país. 

Pelo Twitter, Arce disse que deve ser “condenado” o “constante assédio das elites antidemocráticas”. “Defendemos que a democracia, a paz e o respeito aos direitos humanos prevaleçam em benefício do povo peruano”, afirmou.

Rússia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também falou sobre o cenário peruano, afirmando que o processo deve ser “sem ingerências externas”.

Zakharova disse que o governo russo espera que esse processo de transição após a saída de Castillo ocorre com “calma, dentro da legalidade”, pontuando que seja uma mudança que possa “contribuir para normalizar a situação do país em benefício do povo peruano”. 

A porta-voz declarou ainda que Moscou segue com vontade de “desenvolver as relações tradicionalmente amistosas entre nossos Estados”.

Brasil

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também comentou a crise político no Peru, afirmando que acompanhou o episódio com “muita preocupação”. “É sempre de se lamentar que um presidente eleito democraticamente tenha esse destino, mas entendo que tudo foi encaminhado no marco constitucional”, disse. 

Ex-presidente da Bolívia disse que episódio no Peru é ação da 'guerra híbrida da direita internacional'; Arce, Lula e governo russo também se manifestaram

Reprodução/ @presidenciadoperu

Pedro Castillo permaneceu 16 meses na Presidência peruana, até ser afastado nesta quarta-feira (07/12)

Lula também ressaltou que “o que o Peru e a América do Sul precisam neste momento é de diálogo, tolerância e convivência democrática, para resolver os verdadeiros problemas que todos enfrentamos”, declarando que Dina Boluarte, vice que, agora, assume o Peru, “tenha êxito”.

Argentina 

Pelo Twitter, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina declarou que o governo de Alberto Fernández “lamenta” o episódio, afirmando que “expressa sua profunda preocupação pela crise que atrasa a irmã República do Peru”.

“A Argentina faz um chamado a todos os atores políticos e sociais a que a salvaguardar as instituições democráticas, o estado de direitos e a ordem constitucional”, disse a chancelaria.

Chile

A chancelaria do Chile disse que lamenta a situação e “confia que a crise que afeta o país irmão possa ser resolvida através de mecanismos democráticos”. Em nota, ainda fazem um chamado para que se “respeitem as liberdades fundamentais e os direitos humanos”.

ONU 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, se manifestou sobre a nova crise peruana e pediu que todos os setores da política local tenham calma.

“A ONU condena qualquer tentativa de subverter a ordem democrática […] e convida a todos a respeitarem o estado democrático de direito assim como permanecer calmos e evitar inflamar as tensões”, diz uma nota do órgão.

Opera Mundi separou o mandato dos últimos chefes de Estado peruanos/ arte: Paola Orlovas

(*) Com Ansa e Brasil de Fato.