Especialista em energia nuclear é assassinado no Irã; governo acusa EUA e Israel
Especialista em energia nuclear é assassinado no Irã; governo acusa EUA e Israel
O governo iraniano acusou Estados Unidos e Israel de envolvimento no assassinato do professor universitário Massoud Mohamadi, especialista em energia nuclear, ocorrida hoje (12) em Teerã.
Mohamadi, professor de Física na Universidade de Teerã e especialista em energia nuclear, morreu devido à explosão de uma bomba instalada em uma motocicleta. O artefato foi aparentemente acionado por controle remoto quando o cientista saía de sua casa, no norte da capital iraniana.
Relatos na imprensa iraniana descrevem Mohamadi como um “devotado professor revolucionário”, que teria sido assassinado por grupos “anti-revolucionários”, segundo a BBC Brasil.
A polícia isolou a área para investigar o incidente. Até a conclusão desta reportagem, nenhum grupo havia assumido a autoria do atentado.
Foi um “ato desumano cometido por agentes sionistas ou mercenários americanos”, disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Ramin Mehmanparast, em depoimento transmitido pela televisão estatal iraniana, a Irib. “Condenamos uma ação que atenta contra as leis internacionais”.
A Casa Branca negou envolvimento com o atentado. O porta-voz Bill Burton classificou como “absurda” a acusação feita por Teerã e enfatizou que os Estados Unidos “apoiam as pessoas que lutam pelos direitos universais no Irã e no mundo todo”. O governo de Israel não se pronunciou.
Segundo o boletim da televisão estatal, Massoud Mohammadi era um professor da Revolução, que morreu como mártir em um atentado cometido por elementos antirrevolucionários e agentes da opressão mundial.
Pioneiro
A estação estatal explicou que Mohamadi foi um dos primeiros iranianos a se especializar em energia nuclear e o associou a voluntários islâmicos Basij.
“Seu corpo foi levado ao escritório do legista. Foi aberta uma investigação para encontrar os culpados e conhecer os motivos”, disse o procurador-geral de Teerã, Abbas Jaafari Dowlatabadi. Segundo ele, o cientista era “comprometido” com o regime.
O atentado de hoje é o primeiro com estas características registrado em Teerã desde a conturbada eleição presidencial de junho de 2009, em que Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito. A oposição denunciou a ocorrência de fraude e teve início uma crise que divide o país, com seguidas manifestações e atos violentos, que deixaram pessoas mortas e feridas.
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