Domingo, 10 de maio de 2026
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Pela terceira vez em três meses, centenas de milhares de manifestantes desfilaram neste domingo (12/02) pelas ruas da capital espanhola para denunciar a falta de mão de obra e recursos no sistema público de saúde.

De acordo com sindicatos, um milhão de pessoas participaram das manifestações em Madri, 250.000 pessoas, segundo a prefeitura. 

Com o slogan “Madri se levanta e exige saúde pública e soluções para o plano de atenção primária”, o protesto foi convocado por moradores da capital espanhola que formam a Federación de Asociaciones en Defensa de la Sanidad Pública (FADSP). Eles pedem um aumento do gasto com saúde para impedir a fuga de médicos madrilenhos para outras regiões e a saturação dos prontos-socorros. 

Embora esta região seja a mais rica do país, está na penúltima posição das 18 regiões espanholas em termos de investimento em saúde pública, com € 1.491 por habitante por ano, segundo o último relatório do Ministério da Saúde espanhol, publicado em 2020.

Greve dos profissionais de saúde

A capital espanhola vem sendo palco de uma série de greves de médicos, que se queixam de falta de recursos, de pessoal e de verbas. Como resultado, cerca de 80% destes profissionais emigram para outras províncias. 

A revolta é dirigida contra Isabel Diaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid. “Médicos não é o que nos falta. O problema é que eles fugiram não sei para onde. Aqui o sistema não funciona. Porque não estamos contratando médicos suficientes”, diz a aposentada Josefa à RFI

Pela terceira vez em três meses, centenas de milhares de manifestantes desfilaram neste domingo (12/02) pelas ruas da capital espanhola

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Federación de Asociaciones en Defensa de la Sanidad Pública/Twitter

De acordo com sindicatos, um milhão de pessoas participaram das manifestações em Madri

Segundo a FADSP os médicos do setor primário têm em média apenas 10 minutos de consulta por paciente. Muitas vezes menos, pois em caso de ausência, não são substituídos.

Para Omid, médico que atende no centro de Madri, o problema é que o setor privado é favorecido. “É uma forma de sufocar o sistema de saúde, obrigando as pessoas a procurarem melhor no setor privado. Se você tirar o financiamento do setor público, as pessoas descobrem que não terão respostas rápidas para suas doenças e recorrem ao sistema privado. Somos cidadãos que querem continuar a cuidar do nosso sistema público”, lamenta. 

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O sistema exclui as pessoas que não podem pagar um plano de saúde privado. Isabel Diaz Ayuso diz que não quer negociar, mas é possível que mude de ideia, dada a extensão do descontentamento.