Domingo, 3 de maio de 2026
APOIE
Menu

Israel anunciou que seu escudo antimísseis Iron Dome (“cúpula de ferro” em inglês), destinado a interceptar projéteis de curto alcance lançados da Faixa de Gaza ou do Líbano, entrará em funcionamento em novembro.

Em comunicado emitido nesta segunda-feira (19/7), o Ministério da Defesa informou sobre o encerramento com sucesso de todos os testes do sistema, baseado na neutralização de foguetes de entre 5 e 70 quilômetros de alcance por meio de projéteis guiados por radar.

O escudo será implantado nas fronteiras com a Faixa de Gaza e com o Líbano.

A Faixa é origem de ataques de mísseis lançados por milícias palestinas, enquanto o Líbano foi o ponto de partida de quatro foguetes disparados pelo Hizbolá contra Israel no confronto de 2006 e no qual morreram mais de 1.000 libaneses, na maioria civis, e 163 israelenses, principalmente soldados. Em geral, os mísseis de palestinos não provocam mortes nem danos estruturais.

O exército israelense já estabeleceu um batalhão em sua divisão antiaérea para operar o Iron Dome, que surgiu em 2007 e cujo funcionamento era esperado para este verão no hemisfério norte (inverno no hemisfério sul). O sistema protegerá 95% dos moradores nas localidades vizinhas à Faixa de Gaza e ignorará os projéteis que caem em espaços abertos – a maioria -, dado o alto custo econômico dos foguetes interceptores.


Crimes de guerra

Enquanto isso, em Nova York, Israel levou à ONU sua resposta às perguntas do organismo sobre a investigação da suposta comissão de crimes de guerra durante a ofensiva “Chumbo Fundido”, em dezembro de 2008, denunciada pelo relatório Goldstone.

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, disse que a organização recebeu na sexta-feira a documentação pedida às autoridades israelenses, cujo prazo de entrega acabava nesta segunda-feira. Depois da análise do conteúdo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, levará os documentos israelenses para a Assembleia Geral da ONU, assim como os que já tinha recebido da ANP (Autoridade Nacional Palestina) sobre o assunto.

Em fevereiro, a Assembleia adotou uma resolução na qual Israel e a ANP ganharam cinco meses para terminar investigações “críveis e independentes” sobre o conflito de dezembro de 2008 e janeiro de 2009 na Faixa de Gaza. As duas partes foram advertidas de que, caso descumprissem o novo prazo, poderiam ser alvo de medidas em outras instâncias das Nações Unidas, como o Conselho de Segurança.



Siga o Opera Mundi no Twitter  

Escudo antimísseis israelense começará a funcionar em novembro

NULL

NULL

NULL