Quarta-feira, 29 de abril de 2026
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Um dia após Conselho de Segurança da ONU aprovar uma quarta rodada de sanções contra o Irã, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que Turquia e Brasil – signatários da Declaração de Teerã – vão continuar buscando uma solução diplomática para eliminar as preocupações internacionais em relação ao programa nuclear iraniano. Os dois países foram os únicos a votarem contra as sanções, que receberam apoio de 12 dos 15 membros do Conselho de Segurança, com abstenção do Líbano.

“Nós não queremos participar desse erro porque a História não vai nos perdoar”, afirmou Erdogan, em reunião com ministros de 22 países da Liga Árabe, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. “Isolamento não é a solução para o Irã”.

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Ontem (9/6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como um “equívoco” a decisão do Conselho de Segurança. “Em vez de chamarem o Irã para a mesa [de negociação], eles resolveram, na minha opinião pessoal, apenas por birra, manter a sanção. Acho que foi um equívoco a tomada de decisão. Às vezes, me dá a impressão daquele pai duro que é obrigado a dar umas palmadas no filho, mesmo que ele não mereça. Acho que o Conselho de Segurança jogou fora uma oportunidade histórica de negociar tranquilamente o programa nuclear iraniano”, disse o presidente brasileiro.

Seguindo o mesmo tom de crítica, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sugeriu que os países que votaram a favor das sanções obtiveram “vantagens” dos mais ricos. “Isso não é um bom exemplo dado pelo Conselho de Segurança. Economias vulneráveis estão submetidas a certas pressões”, indicou o ministro. Ele citou especificamente o caso do Líbano, país da Liga Árabe que se absteve de votar.

Amorim afirmou, no entanto, que o Brasil não ficou isolado no debate internacional, após o anúncio das sanções. E, mais uma vez, lembrou que o placar tão elástico está relacionado aos interesses específicos dos países com assento no Conselho. “Não estamos isolados. Estamos com outro país democrático (a Turquia), país com quem criou-se uma relação forte. Nos sentimos em muito boa companhia, e se houvesse preocupação com armamento nuclear, a Turquia seria o primeiro país que teria que se preocupar”, avaliou.

*Com agências

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Erdogan: Turquia e Brasil continuarão buscando solução diplomática para o Irã

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