'Era dos regimes apoiados pelos EUA acabou', diz Ahmadinejad
'Era dos regimes apoiados pelos EUA acabou', diz Ahmadinejad
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira (16/02) que a era dos regimes “fantoches” passou, e que as revoluções no Oriente Médio são contra os ditadores apoiada pelos Estados Unidos na região. O líder iraniano afirmou em uma entrevista que os protestos da oposição
realizados em várias cidades do país no início da semana “não vão a
lugar nenhum” e prometeu punir os organizadores. Duas pessoas morreram desde o início dos protestos.
“Nós sempre dissemos e diremos novamente: a liberdade de expressão e o direito de determinar seu próprio destino, assim como o direito de pedir justiça e à espiritualidade, são direitos de todas as nações”, afirmou Ahmadinejad na cidade de Bushehr, sudoeste do Irã, de acordo com a iraniana Press TV.
O presidente iraniano disse que as recentes revoluções na Tunísia e Egito aconteceram após os ditadores abandonarem seus países. “O ditador se afastar de suas nações, e assim se tornou odiado. E quanto mais se afastam, mais dependentes se tornam de poderes arrogantes”, afirmou, em referência aos governo dos EUA.
Ahmadinejad também se referiu ao programa nuclear iraniano e advertiu o Ocidente caso as negociações com os integrantes do P5 +1 (Reino Unido, China, França, Rússia, EUA e a Alemanha) sejam prolongadas em demasia. “O Irã não irá desistir de seus direitos, não daremos um único passo para trás”, disse o presidente iraniano.
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Protestos
Os protestos de segunda-feira foram os maiores no Irã desde 2009, quando grupos opositores foram às ruas para protestar contra as supostas fraudes ocorridas nas eleições presidenciais que reelegeram Ahmadinejad.
Dezenas de milhares de pessoas participaram dos protestos da segunda-feira, convocados pela oposição para manifestar solidariedade com a revolta popular que derrubou o presidente egípcio, Hosni Mubarak, após quase 30 anos no poder.
Na semana anterior, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, havia elogiado os protestos no Egito, os quais comparou à Revolução Islâmica de 1979 no Irã.
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