Equatoriano morto em chacina de imigrantes no México será repatriado em breve
Equatoriano morto em chacina de imigrantes no México será repatriado em breve
O governo do Equador vai repatriar nos próximos dias o corpo de seu cidadão Telmo Leonidas Yupa, morto na chacina ocorrida em agosto no estado mexicano de Tamaulipas, que deixou outras 71 vítimas fatais.
“Só esperamos que as autoridades concedam a ordem de embarque à funerária com a qual trabalhamos, e isso pode levar alguns dias. O resto do procedimento está pronto”, informou à ANSA Marjorie Zabala, do escritório de comunicação da Secretaria Nacional do Migrante.
As gestões pelos restos mortais de Leonidas foram realizadas pelo organismo junto à Chancelaria do Equador e ao governo do México, logo após o corpo ter sido identificado, há cerca de um mês.
O jovem de 17 anos foi o segundo a ter o nome confirmado pela Procuradoria da nação governada por Rafael Correa, depois de Luis Freddy Lala Pomavilla — o primeiro sobrevivente localizado e que relatou o caso às autoridades mexicanas.
A secretaria indicou que “o processo de identificação do equatoriano foi complicado”. “Em primeiro lugar, pelo estado de decomposição em que se encontrava o corpo, e segundo pela demora na realização da comparação das impressões digitais”, complementou Zabala.
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Ataque
Telmo Leonidas Yupa nasceu em Chunchi, na província de Chimborazo, e pagou US$ 11 mil (R$ 18 mil) para viajar ao México, com o objetivo de entrar ilegalmente nos Estados Unidos.
Entre as 72 vítimas havia pelo menos cinco brasileiros, segundo confirmação do Itamaraty e do governo de Honduras, país que também tinha uma grande quantidade de cidadãos no grupo.
O governo mexicano anunciou que, se até o dia 30 deste mês, não houver outros testes que ajudem a terminar as identificações, estes serão enterrados em uma vala comum. Entre as vítimas também havia salvadorenhos e guatemaltecos.
No sábado, a Procuradoria-Geral do país informou que oito supostos membros do cartel Los Zetas, um dos mais sanguinários do México, foram presos sob a acusação de participarem da chacina, em três operações realizadas entre o fim de agosto e o início do mês seguinte.
O crime causou indignação entre os mexicanos e em outras nações, principalmente as latino-americanas. Porém, casos semelhantes costumam ocorrer sem que a sociedade tome conhecimento, segundo denunciam ONGs que atuam na região.
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