Sábado, 16 de maio de 2026
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O ministro da Agricultura do Equador, Pedro Álava, renunciou ao cargo na última quinta-feira (28/04), tornando-se assim o quarto membro do gabinete ministerial do presidente Guillermo Lasso a deixar o governo nesta semana.

“Envio-lhe minha renúncia irrevogável desta pasta do Estado, na qual depositei toda minha energia e conhecimento para cumprir sua política em favor do pequeno agricultor”, disse Álava ao comunicar sua decisão.

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A renúncia de Álava veio após o governo de Lasso ter emitido um comunicado “solicitando as renúncias dos ministros” a fim de “fazer as alterações que considera pertinentes com base na melhor execução do Plano de Criação de Oportunidades 2021-2025”.

Também nesta semana, os chefes das pastas da Defesa, Luis Hernández, da Energia e Minas, Juan Carlos Bermeo, e a Secretária de Direitos Humanos, Bernarda Ordóñez, deixaram seus cargos. Ainda no início de março, a então ministra do governo, Alexandra Vela, também renunciou, alegando divergências com o executivo.

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Com as modificações nas pastas, o comandante Luis Lara passa a ser responsável pelo Ministério da Defesa. Novos titulares das pastas de Agricultura, Energia e Minas e Direitos Humanos ainda não foram anunciados. 

Após governo solicitar mudança em gabinete, líderes das pastas de Agricultura, Energia e Minas e Direitos Humanos deixaram seus cargos

Wikimedia Commons

Anterior à decisão de Álava, o governo Lasso emitiu um comunicado ‘solicitando as renúncias dos ministros”

Protestos pela educação

Enquanto o Equador é marcado pela instabilidade política devido às mudanças ministeriais, professores equatorianos realizaram nesta quinta mobilizações reivindicando a aplicação das reformas propostas na Lei Orgânica de Educação Intercultural (LOEI).

Convocados pela União Nacional de Educadores (UNE), os docentes exigem do governo Lasso aumento de salários, a garantia do orçamento para a educação, bem como a ativação de um observatório sobre violência escolar. O Tribunal Constitucional, por sua vez, tem até 23 de maio para decidir se ratificará as reformas propostas na LOEI.

Os manifestantes destacam com seus cartazes e slogans que “os direitos não se negociam, a educação não é um gasto, é a base do desenvolvimento do país”.

(*) Com Telesur