Equador começa a prender suspeitos de promover rebelião contra Correa
Equador começa a prender suspeitos de promover rebelião contra Correa
O governo do Equador confirmou nesta quarta-feira (6/9) a prisão de 50 policiais, acusados de promover a onda de manifestações contra o presidente equatoriano, Rafael Correa, no último dia 30. Os policiais estão sob os cuidados da Procuradoria Geral da República para prestar depoimentos. Paralelamente, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, convocou para esta tarde uma reunião para discutir o assunto.
Ao serem detidos, os policiais foram obrigados a deixar armas e uniformes no Centro de Formação da Polícia Nacional. Os suspeitos foram transferidos para a Procuradoria Geral da República sob forte esquema de segurança. Eles ficarão detidos por 24 horas. Um dos presos é o major da reserva Fidel Araujo, que aparece em um vídeo.
Leia mais:
Correa reitera que houve tentativa de golpe de Estado no Equador
Vice-chanceler equatoriano garante que Lucio Gutiérrez participou de tentativa de golpe
Gutiérrez nega envolvimento em rebelião policial contra Correa
Presidente do Equador denuncia golpe e diz temer pela própria vida
As informações são da Agência Pública de Notícias do Equador e da América do Sul (Andes), ligada ao governo equatoriano. O promotor Marco Freire, responsável pelas audiências, disse que o objetivo é apurar responsabilidades sobre os acontecimentos do último dia 30. Na ocasião houve manifestações em Quito e outras cidades do Equador.
No caso de Quito o protesto chamou a atenção porque ao tentar negociar com os rebeldes, Correa foi isolado em um hospital e só conseguiu sair de lá depois de 11 horas e sob escolta militar. De acordo com o governo, houve cinco morte e mais de 200 feridos. Para o presidente equatoriano, foi uma tentativa de golpe de Estado.
Na OEA, Insulza vai apresentar um relatório sobre as manifestações e a suspeita de golpe de Estado levantada por Correa. O secretário-geral do órgão esteve nesta quarta-feira com Correa, mas desde sexta-feira passada (1/9) visita Quito para levantar informações.
“Os crimes cometidos não devem ficar impunes. Isso não pode ser esquecido, sem uma investigação mais aprofundada sobre o que ocorreu”, disse Insulza. “A questão fundamental aqui é investigar a tentativa de golpe e punir os culpados dos crimes contra o povo.”
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























