Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O presidente do Equador Guillermo Lasso bateu um recorde nos índices de desaprovação, chegando ao número de 56,5%, de acordo com a pesquisa da empresa Clima Social. Desse total, 42,5% classificam a gestão como ruim e 14% avaliam como péssima. Por outro lado, 37,6% aprovam a administração do banqueiro. A pesquisa entrevistou 1670 pessoas em diversas regiões equatorianas. 

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Em outro levantamento, realizado entre 13 e 15 de novembro pela empresa Perfis de Opinião, o rechaço era ainda maior. Lasso teve 67,38% de reprovação popular, enquanto 28% tinham uma percepção positiva da administração. 

Nos últimos quatro meses, o respaldo ao político de direita caiu cerca de 40 pontos, já que as pesquisas realizadas pela mesma empresa em julho indicavam que 74% dos equatorianos avaliavam a gestão como boa ou ótima.

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O chefe do Executivo se negou a prestar esclarecimentos ao Parlamento em dezembro e a Controladoria do Equador arquivou a investigação sobre as contas do mandatário, no dia 7 de dezembro.

O ex-banqueiro se defendeu argumentando que possuía “investimentos legítimos em outros países”, dos quais se desfez, como manda a lei, para ser candidato.

Outro fato que pode ter contribuído para a perda de popularidade do mandatário foi o decreto de estado de sítio logo após a maior chacina da história do sistema penitencirário equatoriano, com a morte de 116 pessoas. 

Apesar da intervenção das Forças Armadas, a violência seguiu. Em menos de dois meses, um novo massacre foi registrado na Penitenciária do Litoral, em Guayaquil, com 68 mortos e 25 feridos, no dia 15 de novembro. 

No aspecto econômico, o Equador apesar de encerrar o ano com cerca de 3% de crescimento, ainda vive um cenário de crise com 4,4% de desempregados e 24,5% de pessoas alocadas em subempregos, segundo Instituto Nacional de Estatística. 

Em relação à políticas de combate à covid, para evitar uma nova onda de contágios, o governo determinou a obrigatoriedade da vacinação. Até o momento o país acumula 538 mil infectados, 33.624 mortos pela doença e cerca de 67% da população foi completamente imunizada.