Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Com objetivo de apoiar os egípcios que há onze dias protestam para exigir que o ditador Hosni Mubarak deixe a presidência do Egito, a Frente em Defesa do Povo Palestino organizou um protesto que reuniu cerca de cem pessoas no fim da tarde desta sexta-feira (04/02) em São Paulo. Também participaram do ato partidos políticos como PT (Partido dos Trabalhadores), Psol (Partido Socialismo e Liberdade), PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), e grupos como a CUT (Central Única dos Trabalhadores).

A Frente é composta por mais de 50 instituições entre centrais sindicais, movimentos sociais e entidades árabes-brasileiras e islâmicas.

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 Além de reforçar a postura favorável à saída de Mubarak, os manifestantes queriam chamar atenção da população para a crise que o país árabe enfrenta atualmente. Para isso, os participantes levaram bandeiras e cartazes que se misturavam entre o grande número de comerciantes, carregadores e compradores da rua 25 de Março, no centro de São Paulo. Panfletos foram distribuídos no local, onde é impossível ficar por mais de dois minutos sem ser interrompido por um transeunte perguntando: o que está acontecendo no Egito?

Daniella Cambaúva/Opera Mundi



Segundo os organizadores, o protesto foi organizado na Rua 25 de março em razão da forte presença árabe na região

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Um dos momentos mais significativos do ato foi quando três cartazes com a foto de Mubarak foram queimados na rua.

O palestino residente no Brasil Hasan Zarif explicou ao Opera Mundi que aquela região foi escolhida para a realização do ato por conta da forte presença árabe no comércio local. Ele contou também que ontem levaram à representação diplomática do Egito em São Paulo um documento que expressava a posição da Frente em Defesa do Povo Palestino diante dessa situação. “Não fomos recebidos”, lamentou.

Daniella Cambaúva/Opera Mundi



Durante a manifestação cartazes com a imagem de Mubarak foram queimados

Zarif, um dos organizadores do protestos, disse que novos atos devem ser articulados na cidade.

Desde o dia 25 de janeiro, centenas de milhares de manifestantes iniciaram uma série de protestos contra a permanência do ditador no poder. Mubarak governa o Egito há mais de 30 anos. Ontem, ele afirmou que gostaria de deixar o poder imediatamente, mas não o fará porque acredita que isso “mergulharia o país no caos”. 

Os palestinos têm forte ligação com o Egito não apenas por serem árabes, mas também porque a Faixa de Gaza – território palestino – possui fronteiras terrestres com Israel e Egito, além de uma fronteira marítima. Desde junho de 2007, o Egito e Israel mantêm as suas fronteiras com o território fechadas, dificultando a circulação de pessoas e a entrada de mantimentos.

Devido a seu alinhamento com os Estados Unidos e proximidade com Israel, os palestinos sempre foram críticos do governo Mubarak.

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Entidades pró-palestina fazem protesto em SP para pedir saída de Mubarak

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