Segunda-feira, 18 de maio de 2026
APOIE
Menu

“Hambine, Tatama. Wisa ha honbe” (Adeus, Papai. Descanse em Paz). A frase, escrita na língua changana, na lápide do túmulo do pintor Malangatana Ngwenya, dá uma dimensão do carinho do povo moçambicano com o artista, que teve o corpo enterrado hoje (14/01). A cerimônia reuniu quase duas mil pessoas, na fazenda em que ele nasceu, em Matalane, a 40 quilômetros da capital Maputo.

Malangatana morreu no último dia 5, em Portugal, vítima de câncer. Depois de receber homenagens em Lisboa, teve o corpo trasladado para Maputo, onde chegou na quarta-feira (12/01). Desde então, Moçambique está em luto oficial. E um extenso funeral de Estado homenageia o artista, que tinha 74 anos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Herói, nesta pátria de heróis, (…) nunca disse 'missão cumprida', depois da conquista da nossa sacrossanta liberdade e independência”, disse o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, no discurso de despedida. “Autodidata exemplar, decano de nossas artes plásticas, embaixador da nossa cultura (…), esse multifacetado promotor da moçambicanidade leva consigo uma parte de nossa história”, destacou.

Leia mais:

Democracia moçambicana pede autocrítica

Oposição em Moçambique não oferece alternativas políticas

África se firma como prioridade nas relações comerciais do Brasil  

Para Moçambique, visita de Dilma é indício de que a África seguirá como prioridade

Brasil terá maior responsabilidade de ajuda humanitária como 8ª maior potência do mundo, diz ministro 

Mais lidas

Além de artista plástico de carreira reconhecida no exterior, Malangatana foi deputado entre 1990 e 1994, vereador, e membro do Conselho de Estado. Ele também teve participação destacada na luta de libertação nacional, durante a guerra colonial contra Portugal.

Por causa da atuação política, Malangatana passou um ano e meio preso nas instalações da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (Pide), que reprimia os movimentos pró-independência nas então colônias portuguesas.

Nomeado artista da paz pela Unesco, ficou famoso pelos quadros que fez sobre a guerra colonial em seu país. As pinceladas fortes, de cores vibrantes, que retrataram os moçambicanos com expressividade e sentimento, percorreram o mundo.

Além do presidente da república, os presidentes da Assembleia da República e do Tribunal Superior de Moçambique também estiveram na cerimônia de despedida de Malangatana, bem como a maioria dos ministros de estado, e um grande número de parlamentares, diplomatas e artistas, além de moradores da região de Mavalane e admiradores.

Siga o Opera Mundi no Twitter  

Conheça nossa página no Facebook

Enterro do pintor Malangatana Ngwenya reúne cerca de 2 mil pessoas em Moçambique

NULL

NULL

NULL