Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Durante os últimos anos em que o colombiano Álvaro Uribe esteve na presidência, as relações diplomáticas entre Bogotá e Caracas foram marcadas por rupturas, acusações e ameaças.

A relação entre os dois países começou a se desgastar em 21 de novembro de 2007, quando o governo colombiano ordenou o fim da participação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da então senadora colombiana Piedad Córdoba no processo de mediação para tentar um acordo humanitário para libertação de reféns mantidos pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). No dia seguinte, ao meio-dia, Chávez ordenou a retirada do embaixador da Colômbia na Venezuela, Pavel Rondón, e anunciou o congelamento das relações entre os dois países.

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Horas depois, Uribe respondeu que a Colômbia precisava de “uma mediação contra o terrorismo e não legitimadores do terrorismo” e acusou o presidente Chávez de fomentar um projeto expansionista no continente, do qual seu país não participaria.

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Meses depois, em março de 2008, outra crise começou, quando o Exército colombiano matou Raúl Reyes, o número dois das FARC, em território equatoriano, a 1.800 metros da fronteira com a Colômbia. No ataque, morreram 26 pessoas, entre elas Reyes, o equatoriano Franklin Aisalla e quatro estudantes universitários mexicanos.

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O presidente equatoriano, Rafael Correa, retirou o seu embaixador em Bogotá e enviou uma nota de protesto, na qual pedia à Colômbia que explicasse a “indevida atuação de suas forças militares”. Chávez reagiu de forma enérgica ao assassinato de Raúl Reyes, condenou a invasão do território equatoriano e advertiu que se a Colômbia fizesse o mesmo com a Venezuela, encontraria uma guerra. Para Uribe, aquela morte significava “outro passo contra o terrorismo que não respeita fronteiras”. Depois, ele assegurou que as FARC financiaram a campanha eleitoral que levou Correa à presidência do Equador.

A operação de março de 2008 e os desentendimentos subsequentes culminaram na ruptura de relações entre os três países.Em julho de 2010, dias antes da posse de Juan Manuel Santos, Uribe acusou Chávez de fazer vistas grossas para as FARC e para o ELN (Exército de Libertação Nacional) em seu território. Então, o presidente venezuelano rompeu as relações diplomáticas ordenando “alerta máximo” na fronteira.

As relações foram normalizadas após a posse de Santos em agosto. Em seu primeiro discurso, disse que uma das suas prioridades seria restabelecer relações com a Venezuela e com o Equador e disse esperar que o fim da crise diplomática com os dois países fosse alcançado “o mais rápido possível”.

No ano passado, as chancelarias do Equador e da Colômbia já haviam retomado um diálogo. Mas, até o momento, conseguiram apenas designar encarregados de negócios e secretários.

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Entenda os impasses diplomáticos entre Colômbia e Venezuela

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