Empresários e governo querem fazer do mercado muçulmano parceiro preferencial do Mercosul
Empresários e governo querem fazer do mercado muçulmano parceiro preferencial do Mercosul
Determinados a transformar os países muçulmanos da África em parceiros preferenciais do Brasil e do Mercosul, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o grupo de 86 empresários em visita ao Egito concluem hoje (15/4) a segunda etapa de negociações, desta vez no Cairo. O objetivo é fazer uma intensa rodada de negócios, transformando um dos principais hotéis da capital egípcia em um bazar à moda árabe.
“Estou preparada para trabalhar muito e o dia inteiro. Já sei que vou ter de gastar muita lábia e não ter pressa para fechar nada”, afirmou a empresária Rosane Donati, representante de uma associação que reúne 12 empresas paulistas de manufaturados.
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“Acredito que tem espaço para crescer muito para este lado do mundo principalmente no setor em que eu trabalho, por isso não tem nada que me canse”, disse a empresária Bianca Linck, que trabalha com algodão hospitalar e panos de chão.
De modo semelhante pretende agir o empresário Mário Quinto di Cameli, que atua no setor de equipamentos para o setor de manufaturados. “Sou paciente e firme. Este é o modo de negociar. Gosto do que faço, portanto estou preparado para a maratona”.
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) se disse tão entusiasmado com o interesse dos egípcios que acredita que há uma forte tendência de ampliação de negócios.
Oportunidades
Com aproximadamente 83 milhões de habitantes, o Egito é considerado um mercado atrativo e interessante para os empresários brasileiros e com margem para ser ampliado. Os principais produtos de interesse dos egípcios em relação ao Brasil são o minério de ferro, a carne bovina, o açúcar de cana e os aviões.
Somente em 2009, as exportações brasileiras ao Egito somaram 1,305 bilhão de dólares. A participação egípcia nas exportações totais do Brasil subiu de 0,7% para 0,9%. Nas importações, houve queda de 58,4% nas aquisições, passando de 203,1 milhões de dólares para 84,4 milhões de dólares. A participação do país no total das aquisições nacionais foi de 0,07% no acumulado do ano.
Ontem (14/4), o ministro apelou aos empresários para que esforcem para atrair as parcerias com os egípcios. Segundo Miguel Jorge, é necessário fortalecer a atuação do Mercosul com os países africanos em reação ao avanço chinês. “Vamos juntar esforços de empresas brasileiras e árabes que trabalham na África para que possamos competir melhor com os concorrentes, especialmente os chineses”, disse.
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