Domingo, 14 de junho de 2026
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“Tudo está ficando mais caro em São Paulo do que em Paris”, é o que garante Eric Fajole, diretor da Ubifrance para o Brasil, a Agência Francesa para o Desenvolvimento Internacional das Empresas. Restaurantes, transportes, aluguéis e até “as pessoas competentes em São Paulo estão ficando caras”, aponta. Com o real alto na taxa de câmbio, o custo de implantação e manutenção é a maior queixa dos empresários franceses interessados no Brasil.

Mesmo assim, Fajole afirma que o empresariado quer fortalecer o eixo entre as duas cidades. Nos nove primeiros meses de 2010, os investimentos franceses no país foram de 2,5 bilhões de dólares. A França é o quinto maior investidor estrangeiro em fluxo e o quarto em estoque. Em 2008, esses investimentos progrediram 137% e se consolidaram no último ano. Cerca de 500 empresas estão implantadas no Brasil, grande parte na capital paulista.

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Um dos exemplos das parcerias que já existem é a da francesa Dalkia com a Santa Casa. “Existem outros projetos para a gestão de águas, saneamento e transportes”, aponta. “São Paulo é uma cidade interessante em termos de concessões”, revela fazendo alusão às numerosas licitações abertas atualmente.

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A cidade de São Paulo tem a segunda maior frota de helicópteros do mundo. ”Os franceses foram os únicos que fizeram transferência de tecnologia com a abertura de uma fábrica de helicópteros no país”. Esse seria o grande diferencial para Fajole: a implantação de pólos produtivos e a capacitação de profissionais que eles podem oferecer.

“A França tem know how em termos de transporte urbano, prédios sociais, recuperação de edifícios antigos e em patrimônio histórico, que podem interessar a cidade”, assinala.

A construção do primeiro trem-bala do Brasil ligando o Rio de Janeiro a São Paulo, negócio estimado em 33 bilhões de reais e que evolve ainda uma concessão de exploração do trecho de 40 anos, é outro empreendimento que atrai os franceses. O grupo Alstom, que atua na construção ferroviária, possui duas fábricas no país e participa do leilão que se encerra em abril.

Paris-São Paulo

Em viagem oficial à França realizada na semana passada, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, almejou atrair novos investimentos para diferentes projetos, entre eles a Estação Nova Luz, o Centro de Convenções de Pirituba e a candidatura à sede da Expo Universal 2020 – sem contar os diferentes projetos de infraestrutura envolvendo a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

“Nós já fizemos reuniões privadas com algumas empresas francesas aqui e estou encarregado de continuar essas conversas em São Paulo,” afirma Alfredo Cotait, secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo. Os novos investidores seriam dos setores de energia renovável, lixo e serviços.

 

Segundo Kassab, depois do encontro com o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, na terça-feira (08/03), foi criada uma comissão que deve definir seus objetivos nas próximas semanas. “Ela vai criar um fórum de intercâmbio permanente entre São Paulo e Paris. A primeira ação dessa comissão vai se dar no campo do meio ambiente”, revela Cotait.

 

Delanoë também deve ir à capital paulista no final de maio desse ano, para a quarta edição da C40, (Climate Leadership Group Summit), encontro de prefeitos para debater soluções ecológicas em grandes cidades.

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Empresariado da França quer fortalecer eixo Paris-São Paulo

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