Empresa norte-americana boicota produtos israelenses em protesto contra bloqueio a Gaza
Empresa norte-americana boicota produtos israelenses em protesto contra bloqueio a Gaza
A distribuidora de alimentos norte-americana Olympia Food Co-op, da cidade de Olympia, capital do estado de Washington, decidiu boicotar produtos israelenses para protestar contra o bloqueio à Faixa de Gaza, imposto desde 2007.
Essa é a primeira vez que uma empresa dos Estados Unidos boicota Israel por violações de direitos humanos cometidas contra palestinos. Com a decisão, os produtos israelenses que eram importados pela Olympia Food Co-op não serão mais vendidos em duas lojas da cidade, que tem 42.514 habitantes.
O boicote faz parte de uma campanha promovida desde 2005 por 170 entidades palestinas internacionais chamada BDS (boycotts, divestment and sanctions). O objetivo é impedir a compra e venda de produtos de Israel para pressionar o país a levantar o bloqueio ao território palestino e reconhecer o direito dos cidadãos e de refugiados palestinos. O BDS é apoiado pelo Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu, pela ativista canadense Naomi Klein e pela escritora norte-americana Alice Walker.
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A distribuidora fornece aproximadamente 75 mil produtos como molhos, mel, frutas, legumes, óleo e azeite, a maioria orgânicos. Segundo um dos diretores da Olympia Food Co-op Rob Richards, a empresa tem consciência de que Israel não cederá por conta do protesto, mas acredita que o movimento pode ter efeito, principalmente se conseguirem convencer outros empresários.
“Minha esperança é a de que, sendo o primeiro nos EUA a adotar um boicote, poderemos convencer outras companhias a fazer o mesmo. Cada um que aderir, tem um efeito pequeno sobre uma grande marca, mas as gotas de água caem até encher o recipiente”, disse no comunicado da empresa.
Há um único produto fora da lista do boicote, o “Peace Oil”, um azeite tradicional produzido por palestinos. “Qualquer produto que tenha relação com a melhoria da condição de vida dos palestinos será exceção”, explicou Richards.
Uma fonte diplomática de Tel Aviv disse em entrevista ao jornal Haaretz que “o boicote é uma questão a ser verificada”. O diplomata disse também que estão “preocupados com qualquer tentativa de deslegitimar Israel”.
Rachel Corrie
Olympia não é apenas a cidade da empresa e parte de seu nome, mas também a cidade natal da ativista Rachel Corrie, assassinada há dois anos em Gaza, atropelada por um trator, quando tentava impedir a demolição de uma casa de palestinos.
No mês passado, estudantes da escola onde Rachel estudou, Evergreen State College, elaboraram duas resoluções pedindo que as empresas não comprem produtos israelenses e boicotem a Caterpillar, marca do trator que atropelou a ativista.
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