Embaixadores da AIEA visitam instalações nucleares iranianas
Embaixadores da AIEA visitam instalações nucleares iranianas
Representantes do Movimento de Países Não-Alinhados, membros do Grupo dos 77, da Liga Árabe e diplomatas de países como Síria e Venezuela iniciaram neste sábado uma visita às instalações nucleares iranianas de Natanz e Arak, em uma viagem de inspeção criticada pelas grandes potências.
O grupo, integrado por embaixadores desses países na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), partiu de Teerã na manhã deste sábado, acompanhado do Ali Asghar Soltaniyeh, embaixador iraniano para o organismo.
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Os diplomatas irão visitar o reator de água pesada de Arak e a usina nuclear de Natanz, local onde a comunidade internacional suspeita que o Irã esteja enriquecendo urânio com fins militares.
O responsável iraniano aproveitou a partida para voltar a criticar com dureza os Estados Unidos e a União Europeia, acusando-os de agir com dois pesos e duas medidas por não terem aceitado o que definiu como “uma oportunidade histórica” de inspecionar as instalações nucleares do Irã.
“Mesmo assim, respeitamos sua decisão”, disse Soltaniyeh, sem fazer referencia a China ou Rússia, que também rejeitaram o convite de Teerã, qualificado de “palhaçada” por Washington.
A visita foi considerada um “gesto de transparência” pelas autoridades iranianas, argumento que parece não ter convencido nem sequer Brasil e Turquia – países com os quais o Irã acertou um acordo para troca de combustível nuclear no ano passado.
Entre as razões para as críticas dessa visita está o fato de essa delegação da AIEA ser composta por diplomatas, e não técnicos, o que poderia politizar as inspeções nucleares, em detrimento de uma avaliação técnica.
A viagem, que se prolongará por pelo menos dois dias, ocorre a uma semana de o Irã reiniciar em Istambul as negociações internacionais sobre seu polêmico programa nuclear com o chamado grupo 5+1.
Este grupo é integrado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, China, Rússia, Reino Unido e França – mais a Alemanha.
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