Embaixador dos EUA em Bogotá é cauteloso com referendo de legalização da maconha na Califórnia
Embaixador dos EUA em Bogotá é cauteloso com referendo de legalização da maconha na Califórnia
O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia,
Peter Michael McKinley, declarou nesta sexta-feira (29/10) que preferia esperar a decisão dos
californianos a respeito do referendo sobre a legalização do consumo e
produção de maconha antes de apostar em hipóteses sobre a discussão.
“Nisto vou ficar com a vontade do povo, temos que esperar a votação do
povo californiano”, afirmou McKinley, que prefere esperar “o dia de
verdade” antes de fazer previsões sobre o resultado da decisão e suas
consequências.
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Em 2 de novembro, os cidadãos da Califórnia decidirão nas urnas se
querem ou não que o consumo e o cultivo da maconha seja legalizado no
estado norte-americano, polêmica que tem preocupado o governo da
Colômbia.
O mandatário Juan Manuel Santos declarou na terça-feira que a atual
“estratégia” mundial de luta antidrogas deveria ser revista caso fosse
aprovada a liberalização do consumo e produção da maconha no estado
norte-americano.
“O governo do presidente [Barack] Obama deixou bem claro a posição do
governo federal frente a este referendo, e a posição é que o governo e
nós estamos contra a legalização, e, qualquer que seja o resultado,
continuarão a ser aplicadas as leis federais”, afirmou o embaixador em
entrevista à rádio Caracol.
Sobre as críticas e reclamações de Santos e de ouros chefes de Estado
frente a uma possível votação favorável, McKinley atestou que seu país
sabe escutar “muito próximo e seriamente nossos aliados na luta contra o
narcotráfico”.
O diplomata norte-americano ponderou que, em caso de aprovação do
referendo, se complicaria a “situação dentro do país [Estados Unidos], a
cooperação em nível internacional e não adiantaria nada o termo de luta
contra o narcotráfico”.
Em maio deste ano, Santos, que então era candidato à presidência pelo
Partido Social da Unidade Nacional e correligionário do ex-presidente
Álvaro Uribe (2002-2010) — que manteve uma política de combate às
guerrilhas e ao narcotráfico e aliado aos Estados Unidos — assumiu em
entrevista a uma emissora local que consumiu maconha “na época da
universidade, como quase todos os meus companheiros”.
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