Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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A Venezuela refutará a petição da Colômbia para que uma comissão internacional cheque a suposta existência de acampamentos guerrilheiros em seu território, ratificou hoje (23/7) o embaixador do país perante a OEA (Organização dos Estados Americanos), Roy Chaderton.

Em diálogo com a rádio Caracol, o diplomata comentou que “no passado já foram feitas verificações e nada foi comprovado”, além de afirmar que seu governo não está disposto a cair em um jogo cujo resultado pode ser manipulado pela Colômbia.

O representante venezuelano comentou as acusações movidas por Bogotá na sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, ontem, de que há membros das Farc e do ELN vivendo no país de Hugo Chávez sob a tolerância das autoridades – e que levaram ao rompimento das relações bilaterais.

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Chaderton declarou que a soberania venezuelana foi violada por 70 anos devido à imigração ilegal e à entrada de grupos irregulares, mas contrapôs que a situação se deve ao fato de que a outra nação abandonou sua região de fronteira.

“As Farc e o ELN são um problema da Colômbia, e a Venezuela foi vítima dessa situação”, comentou o diplomata, lembrando que anteriormente as autoridades locais abateram e capturaram suspeitos que foram depois entregues ao governo vizinho.

Ontem, enquanto ocorria a sessão na qual o embaixador colombiano na OEA, Luis Alfonso Hoyos, apresentou imagens, vídeos e coordenadas que provariam a presença de guerrilheiros em território venezuelano, Chávez anunciou que se via “obrigado” a romper as relações.

Sobre as evidências apresentadas pelo representante de Álvaro Uribe, Chaderton garantiu que as fotos não provam nada.

Santos

Em meio às novas tensões entre os dois governos, o embaixador destacou a atitude “prudente e cautelosa” assumida pelo presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, que assumirá o Executivo no próximo dia 7 e tem evitado falar sobre o tema.

Os vínculos diplomáticos entre ambas nações estavam “congelados” desde julho de 2009, quando Chávez foi acusado pelo governo vizinho de contrabandear armas para as guerrilhas.

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Embaixador diz que Venezuela recusará verificação internacional sobre guerrilheiros

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