Domingo, 5 de abril de 2026
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Os chanceleres do Brasil e da França, Celso Amorim e Bernard Kouchner, defenderam durante visita a Porto Príncipe, capital do Haiti, a renovação do mandato da missão de estabilização das Nações Unidas no país, a Minustah, que termina em meados do próximo outubro.

Celso Amorim declarou que a Minustah, cuja força militar é comandada pelo Brasil, deve permanecer, ao menos, até a realização das próximas eleições gerais no Haiti.

“Evidentemente, isto dependerá da vontade dos haitianos, mas acredito que, no mínimo, a Minustah deva permanecer até a posse de um governo eleito”, disse Amorim na visita iniciada ontem (18).

Para Kouchner, “a missão da ONU ainda é necessária. Ela é uma segurança, uma garantia contra o retrocesso, um inestimável elemento de segurança”.

O chanceler francês disse também que a Minustah não ficará para sempre no Haiti: “Estou um pouco habituado às operações de manutenção de paz (…), mais cedo ou mais tarde a responsabilidade passa ao país anfitrião, e quanto mais cedo, melhor”.

Em visita a um centro médico junto com o ministro da Saúde haitiano, Alex Larsen, Amorim e Kouchner firmaram na capital haitiana um acordo para a formação de um banco de leite materno que atenderá mais de 30 mil bebês de mães com o vírus da Aids.

“É uma ideia brasileira (…) que começa a se difundir na América do Sul e na África. O Brasil fornece sua experiência e a França financiará a compra do material pesado”, disse Kouchner.

Segundo Amorim, “há um engajamento profundo dos dois países no Haiti, e o projeto do banco de leite materno é um símbolo de tudo o que podemos fazer” aqui.

Amorim e Kouchner também devem visitar os contingentes brasileiros e franceses da Missão das Nações Unidas. Os dois ministros se reuniram também com o presidente haitiano, René Préval, e a primeira-ministra do país, Michèle Pierre-Louis.

Em visita ao Haiti, Amorim defende missão da ONU no país

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