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O papa Bento XVI reconheceu hoje (16/9) pela primeira vez que a Igreja em seu conjunto, os bispos e o Vaticano, não foram suficientemente “atentos, velozes e decisivos” no enfrentamento de casos de abusos sexuais a menores por parte de sacerdotes.

“A autoridade da Igreja não foi suficientemente vigilante. Estas revelações foram um golpe e uma grande tristeza para mim”, declarou o Papa aos jornalistas. Bento XVI acrescentou que, por tudo isso, “estamos em um momento de penitência, de humildade e de renovada sinceridade”.

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Efe



O Papa e a rainha Elizabeth II cumprimentam crianças no Palácio Holyroodhouse, em Edimburgo

Para o pontífice, o mais importante são as vítimas, “ajudá-las para que possam superar o trauma, recuperar a vida e a confiança na mensagem de Cristo”. e ressaltou a necessidade de oferecer “ajuda psicológica e espiritual” aqueles afetados.

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Sobre os padres pedófilos, o papa disse que não se deve permitir que estes se aproximem dos jovens. “Sabemos que esta é uma doença e que a livre vontade não funciona, e devemos proteger estas pessoas de si mesmas e é preciso encontrar o modo de ajudá-las e excluir qualquer acesso que possam ter aos jovens”, afirmou.

Segundo Bento XVI, para que nunca mais ocorram estes abusos “é necessária uma prevenção na educação e na seleção de candidatos ao sacerdócio. É preciso ter muito cuidado”.

“É difícil entender como essa perversão era possível no Ministério sacerdotal. Pois o sacerdote se prepara durante anos para ser a boca e as mãos de Jesus, o Bom Pastor, quem ama e ajuda a verdade”, assinalou.

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Visita

Com relação à sua visita a um país de maioria anglicana, onde estão ocorrendo manifestações contra sua chegada, o papa afirmou que não está preocupado e “que a Grã-Bretanha é um país de grande tolerância e acolhida” e espera “esse respeito e tolerância recíproca”. “Venho com força e alegria”, revelou.

Ao falar das relações entre a Igreja Católica e a anglicana observou que as duas “são instrumentos de Cristo para propagar o Evangelho e que a prioridade é Cristo”, e que não considera “que sejam concorrentes”.

O papa se referiu ao cardeal John Henry Newman, ao qual beatificará no próximo domingo em Birmingham. Lembrou o homem “de grande espiritualidade, humanidade, com uma vida excepcional e um exemplo”.

Sobre o fato de sua visita ser considerada de Estado pela rainha Elizabeth II, admitiu sentir-se lisonjeado, mas detalhou que não se trata de uma visita política, mas de uma viagem pastoral.

O papa comentou que o Reino Unido tem uma grande experiência na luta contra a miséria, pobreza, doenças e drogas, e a favor da paz no mundo.

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Em viagem ao Reino Unido, Papa admite falhas da Igreja em casos de pedofilia

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