Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Dezenas de prisioneiros políticos foram libertados nesta quarta-feira (23/02), no Bahrein. A iniciativa, segundo agências internacionais seria uma tentativa de aliviar os protestos políticos que tomaram o país e reivindicam uma maior abertura democrática.

No total, cerca de 100 presos foram libertados, segundo o centro para os direitos humanos do Bahrein. A organização ressaltou que ao menos outros 400 detidos por motivos políticos permanecem nas prisões do país.

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As libertações ocorreram um dia depois do rei Hamad bin Isa Al Khalifa ter ordenado a libertação de alguns condenados e a suspensão dos processos judiciais contra eles, após dez dias de protestos que pararam o país.

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Apesar de a libertação dos presos políticos ser uma das principais reivindicações dos manifestantes, na terça-feira foi registrada na capital Manama  um dos maiores protestos desde que a revolta teve início em 14 de fevereiro.

Enquanto o regime tenta aplacar os protestos e reitera seu convite ao diálogo, os manifestantes e os partidos opositores continuam afirmando que sua participação em qualquer diálogo não é possível até que suas reivindicações sejam atendidas.

Entre seus pedidos estão a renúncia do governo e que o país tenha uma monarquia constitucional não só no papel, mas também na prática.

A maioria dos presos libertados nesta quarta-feira, que foram recebidos como heróis na praça da Pérola, em Manama, afirmou que não haverá diálogo se as autoridades não atenderem às suas reivindicações.

Na praça, palco da revolta popular e ponto de enfrentamento entre as forças de segurança e os manifestantes nos últimos dias, milhares de pessoas permaneciam acampadas nesta quarta-feira.

Além destas manifestações, a oposição contempla a ideia de organizar uma nova greve geral como parte de sua campanha pacífica para pressionar o governo.

Entre os prisioneiros libertados estão 23 opositores xiitas acusados de instigar atos terroristas, cuja detenção em setembro passado gerou uma grande polêmica no reino.

A detenção ocorreu um mês antes das eleições parlamentares, que foram realizadas em 23 de outubro, por isso que várias ONGs árabes denunciaram a existência de uma campanha das autoridades do Bahrein para reprimir a oposição antes do pleito.

O presidente da associação da juventude do Bahrein para os direitos humanos, Mohammed al Maskati,revelou que os 23 opositores foram postos em liberdade à meia-noite desta quarta-feira e já se encontram em suas residências.

Ele denunciou que, embora eles estejam em bom estado de saúde, foram torturados na prisão, e lamentou que “só uma parte” dos aproximadamente 450 prisioneiros políticos no Bahrein tenha sido libertada.

A este grupo de opositores pertence um líder xiita que se encontra no exílio e foi julgado à revelia por instigar o terrorismo.

Estava previsto que ele retornasse na terça-feira ao Bahrein, mas sua chegada foi adiada por razões desconhecidas.

Este líder opositor pertence à comunidade xiita, que representa 70% da população do Bahrein e realizou vários protestos para exigir uma maior reforma democrática e um papel mais representativo no reino, liderado por uma monarquia sunita.

Por sua vez, o monarca viajou nesta quarta-feira à Arábia Saudita para se reunir com o rei Abdullah bin Abdul Aziz, recém-chegado a seu país após submeter-se a uma operação que o manteve ausente da nação árabe por três meses.

A revolta no Bahrein, que já deixou sete mortos e centenas de feridos, foi inspirada pelos protestos na Tunísia e no Egito e conta com uma participação sem precedentes neste pequeno e rico reino do Golfo Pérsico, estreito aliado dos EUA.

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Em tentativa de atenuar protestos, Bahrein liberta presos políticos

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