Em solidariedade ao WikiLeaks, hackers coordenam ataque contra PayPal
Em solidariedade ao WikiLeaks, hackers coordenam ataque contra PayPal
O grupo de hackers “Anonymous” coordenou nesta quinta-feira (9/12) ataques na internet contra a empresa de pagamentos online PayPal, mas não conseguiu cumprir sua ameaça de derrubar a página da livraria virtual Amazon e, por outro lado, seus próprios canais de distribuição sofreram ações que cortaram seu contato com centenas de ativistas de todo o mundo.
Esta quinta-feira é o segundo dia consecutivo que o “Anonymous” lança ataques contra entidades às quais considera vinculadas à campanha que está atingindo o WikiLeaks e seu fundador, Julian Assange. O grupo de hackers se solidarizou com o WikiLeaks, que vem sendo alvo de críticas e ações de desmantelamento, inclusive com a prisão de Assange.
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Em seu protocolo IRC (Internet Relay Chat), o “Anonymous” convocou centenas de ativistas para atacar os serviços do PayPal, principal empresa de pagamentos pela internet, depois de o site cancelar a conta do WikiLeaks, o que representou um duro golpe aos esforços de financiamento da organização de Assange.
O PayPal era um dos principais canais de recepção de doações do WikiLeaks.
“Operação Payback. Alvo: 'api.paypal.com port:443'”, assinalava a mensagem do “Anonymous” a seus seguidores, tal como pôde comprovar a Agência Efe. A mensagem acrescentava: “Estamos contemplando a Amazon como o próximo”.
Na semana passada, a AWS, uma subsidiária da Amazon, expulsou o WikiLeaks de seus servidores, depois de o escritório do senador americano Joe Lieberman entrar em contato com a empresa.
Armados com um simples programa chamado LOIC (Low Orbit Ion Cannon), criado para provocar Ataques de Negação de Serviços (DDoS) que o “Anonymous” divulgou na internet, os ativistas hackers conseguiram afetar o PayPal, tal como a própria empresa reconheceu.
A companhia assinalou nesta quinta-feira em sua conta no microblog Twitter que estava “totalmente operacional, apesar dos ataques”, que só tinham conseguido “desacelerar o site durante breves períodos”.
Mas o “Anonymous” também está sofrendo os efeitos da 'guerra virtual', provocada após o vazamento de correspondências diplomáticas secretas dos Estados Unidos, realizado pelo WikiLeaks.
Por volta das 16h (horário de Brasília), desapareceu o principal protocolo de IRC pelo qual o “Anonymous” dirigiu seus ataques contra as redes de cartões de crédito MasterCard e Visa e contra o site PayPal.
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E mesmo um segundo protocolo que o “Anonymous” tinha estabelecido como reserva caso o principal fosse apagado também deixou de funcionar. Às 17h30, apenas um terceiro protocolo se mantinha operacional, de forma intermitente.
O “Anonymous” também foi eliminado nesta quinta-feira das redes sociais Twitter e Facebook, outras duas ferramentas que o grupo usava para se comunicar com ativistas. No entanto, posteriormente, pessoas que diziam pertencer ao grupo criaram novas contas.
Antes de o “Anonymous” ser apagado do Twitter, em seu protocolo de IRC era possível ler: “Quer ajudar ao esforço da guerra? Recrute via Twitter. Tweet isso: #defendwikileaks. Una-se à Operação Payback em 'www.anonops.net'”.
Mas a página do grupo está apagada em consequência de contra-ataques DDoS feitos por outros grupos.
Embora durante horas muitos ativistas hackers tenham pedido ao “Anonymous” para que atacasse a Amazon, os responsáveis do grupo mantiveram os bots mirando contra o PayPal.
A razão pode ser o fato de o grupo não ter conseguido o número de bots suficiente para preparar um ataque bem-sucedido contra a livraria e loja virtual.
No início da semana, o “Anonymous” havia estabelecido como objetivo reunir 9 mil ativistas hackers munidos de LOIC para atacar simultaneamente alguma grande empresa de internet.
Nesta quarta-feira, quando os hackers conseguiram bloquear durante horas o acesso aos sites de MasterCard e Visa, o grupo só conseguiu pouco menos de 2 mil bots trabalhando simultaneamente.
Mas o que foi até agora uma fortaleza do “Anonymous”, a ausência de um claro líder, pode se transformar em um de seus principais problemas, agora que o movimento registrou crescimento nos últimos dias.
“Somos um EXÉRCITO sem um GENERAL. Algum dos ops (operadores) precisa fornecer a guia que necessitamos, para que todos possamos nos concentrar em um objetivo específico”, dizia um ativista no IRC.
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